Meu perfil




BRASIL, Sul, JACAREZINHO, Homem, de 15 a 19 anos, Informática e Internet, Música, TV e Novelas

Entrevista Especial com MAURO ALENCAR - Parte 1

 

.

(Eliana Pace, Nívea Maria e Mauro Alencar no lançamento da biografia da atriz)

.

 

Essa minha vigésima entrevista, está pra lá de especial, afinal, meu entrevistado de hoje é acima de tudo um grande amigo que tenho a honra de ter, outro motivo que deixa essa entrevista muito mais especial é também por ele ser a maior referência televisiva do Brasil e do mundo também, e como hoje a TV Brasileira completa 60 anos de existência, nada melhor comemorar essa importante data com uma belíssima entrevista com o grande especialista MAURO ALENCAR, que é mestre e doutor em teledramaturgia brasileira e latino-americana pela USP, autor do livro “A Hollywood Brasileira – Panorama da Telenovela no Brasil” que pode ser perfeitamente considerada a ‘bíblia’ dos noveleiros, ele ainda é contrato da TV Globo como consultor e pesquisador de teledramaturgia. E, ainda é membro da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdiscipliares da Comunicação) e da ALAIC (Associación Latino-Americana de Investigadores de La Comunicación). Confira agora uma aula de teledramaturgia com essa “Entrevista Especial” de MAURO ALENCAR.

 .

Jéfferson Balbino: Mauroquando e como surgiu seu interesse pelas telenovelas?

 .

Mauro Alencar: Comecei a interessar-me por ficção televisiva a partir do seriado norte-americano Perdidos no Espaço, em 1967, aos cinco anos de idade. Mesmo nesse período, algumas novelas já chamavam a minha atenção: RedençãoA Muralha, Sangue do Meu Sangue Os Estranhos. O interesse oficial teve início com Irmãos Coragem, em 1970, e O Cafona, em 1971. A estreia de Irmãos Coragem foi durante a Copa de 1970, no México, e o Brasil consagrou-se Tricampeão no dia do meu aniversário. A Globo exibia insistentemente chamadas que mostravam cenas de um jogo de futebol com Duda Coragem no Maracanã e os outros dois irmãos – João e Jerônimo – no garimpo goiano, num cenário que lembrava o mais puro faroeste. Como um dos meus brinquedos favoritos era o Forte-Apache, certamente eu misturei tudo com imensa satisfação. Na sexta-feira, dia de feira na rua em que eu morava no bairro do Tatuapé, em São Paulo, ia à banca de peixe especialmente para escutar os feirantes comentando sobre a novela, em particular a luta de João para reaver o diamante roubado pelo temível coronel Pedro Barros. No ano seguinte, a Som Livre lançou a primeira trilha sonora de novela: O Cafona, presente que ganhei no dia em que completei nove anos de idade.     

 

Jéfferson Balbino: Conte um pouco de sua experiência na TV Globo e na TV em geral?

 

Mauro Alencar: Na década de 1980, fiz estágio na TV Cultura e no SBT. Comecei minha carreira na Rede Globo no Vídeo Show, em 1992, nos tempos de Miguel Falabella, Cissa Guimarães e do diretor Cacá Silveira (foi quem me levou para o Vídeo Show). Fui contratado para ser pesquisador numa época em que ainda não existia computador no programa. Dois anos e meio depois, além das constantes pesquisas, comecei a prestar consultoria para outras áreas da empresa e a ministrar aulas de Teledramaturgia nas diversas Oficinas promovidas pela emissora, como a de Atores (coordenada por Tônio Carvalho) e Diretores (coordenada por Paulo José), sob a direção de Ary Grandinetti Nogueira. Nesse período, além de assessorar o diretor Herval Rossano, analisei o estilo de tramas e personagens de diversas novelas produzidas ao longo de duas décadas e elaborei perguntas para o quiz apresentado por Xuxa em seu Planeta Xuxa. Certamente, participar da equipe do TV Ano 50/ Globo 35, em 2000, com direção de Carlos Manga e Alice Maria e roteiro de Sílvio de Abreu, foi um dos meus trabalhos mais significantes. Do mesmo modo, foi com grande entusiasmo que participei do projeto Campeões de Audiência, coleção de grandes trilhas de novelas produzidas pela Som Livre, sob a direção de João Araújo. Também destaco o Globo 30, em 1995, projeto institucional dirigido por Cláudio Mello e Souza e as mais de mil perguntas formuladas (com a colaboração de Aladim Miguel), em 2000, para o Teletrívia Vídeo Show, da Globo Marcas que, em 2007, surpreendeu-me com um convite muito especial: adaptar grandes novelas para romance.No final de 2008, mais uma grande surpresa: convite de Luis Erlanger, diretor da Central Globo de Comunicação, para integrar o seu talentoso e criativo time de profissionais. A partir daí, comecei a desenvolver trabalhos dirigidos e orientados pela CGCOM: coluna de quiz e textos na Globo.com, leitura de sinopses, aulas sobre diversos aspectos da teledramaturgia, webdocs contando a história da telenovela brasileira, etc...               

 .

.   

Jéfferson Balbino: As novelas brasileiras são exportadas pra vários países. Que fatores levaram a telenovela brasileira a conquistar o mundo? Qual é o diferencial das produções brasileiras?

 .

Mauro Alencar: O que impulsionou este fluxo cultural e econômico para o mercado exterior foi a excelência de qualidade promovida pela Rede Globo de Televisão a partir de 1970. Acrescidos a isso, os diversos estilos de texto escritos por nossos novelistas que flertam com as mais variadas escolas de nossa literatura e o cotidiano como matéria-prima para alicerçar o folhetim. E é este conjunto todo que encanta o mundo e diferencia a novela brasileira das demais produções. Saliento, ainda, que na década de 1990 passamos a servir de fonte inspiradora para a melhora de produção de outros países (inclusive em Cuba), além da atual promissora aliança da Rede Globo com produtoras de telenovela em outros países, como a RTI – Telemundo (Colômbia, para El Clon) e a TV Azteca (México, para Louco Amor que terá o título de Entre el Amor y el Deseo).  

 .

Jéfferson Balbino: Em sua opinião, o que falta para as novelas atuais voltarem a conquistar o telespectador como antigamente, e assim voltar a ser aquela campeã de audiência, como nos anos 80?

 .

Mauro Alencar: Acredito já ter esclarecido este assunto na questão 3. Mas reafirmo que é preciso estar atento às transformações culturais cada vez mais aceleradas neste século XXI, uma vez que a cultura condiciona, em diversos aspectos, a visão de mundo da sociedade. Se alguma crise existisse no gênero, a Globo não investiria tanto no gênero (em coproduções internacionais, inclusive), nem emissoras como Record, SBT e Band não lutariam para manter-se no mercado do folhetim diário eletrônico. Até mesmo a solene BBC de Londres já prepara-se para a compra do gênero telenovela que, diga-se de passagem, ganha, a cada dia,  mais adeptos ao redor do mundo!     

. 

Jéfferson Balbino: Que influência tem a telenovela na sociedade brasileira?

.

Mauro Alencar: Desde que a Rede Globo modernizou, industrializou e sistematizou a produção de telenovela no Brasil, no início da década de1970, a novela passou a contar com a sociedade brasileira para representar-se ficcionalmente. Esta sociedade, sendo fonte primária para a construção de tramas e personagens, inspira nossos autores que tornam questões mais (ou menos) espinhosas e contundentes, temas palatáveis e de melhor compreensão à sociedade. Além disso, ela tem a capacidade de lançar luz aos assuntos que, numa primeira instância, apresentam-se sem resolução imediata. Exemplo: particularmente fiquei bastante mobilizado com a história de Flora (Carmem Silva) e Leopoldo (Oswaldo Louzada), os avós maltratados pela neta, Dóris (Regiane Alves), em Mulheres Apaixonadasde Manoel Carlos, na Globo, em 2003. Desde 1997 que o Estatuto do Idoso estava adormecido no Congresso Nacional e somente após a mobilização do tema provocado pela novela conseguiu-se a sua aprovação. Resumindo e finalizando: a telenovela, fruto da ficção industrial oriundas das Revoluções Francesa e Industrial, constituiu-se ao longo do tempo num reflexo das transformações na sociedade e, em última análise, ajudou a desencadeá-las.

.

Jéfferson Balbino: Você que entende muito bem do assunto, nunca teve vontade de escrever novelas?

.

Mauro Alencar: Talvez adaptar uma novela brasileira para o mercado latino poderia ser uma experiência interessante para compreender cada vez mais o complexo universo desta fascinante indústria cultural iniciada em 1836 com os folhetins franceses. 

 .

Jéfferson Balbino: Como você avalia as produções dramatúrgicas da Televisa (México)?

 .

Mauro Alencar: Dentro do contexto sócio-cultural mexicano e latino, são interessantes.  Mas lamento a falta de investimento em produção, uma vez que ao redor do México o que não falta é um cenário paradisíaco e cheio de meandros e inspirações geográficas.

  .

 

 

Escrito por Jéfferson Balbino às 19h07 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Entrevista Especial com MAURO ALENCAR - Parte 2

.

Jéfferson Balbino: Apesar dos homens ter passado a se interessar mais pelo gênero com algumas novelas como Beto Rockfeller (Tupi), Irmãos Coragem (Globo) e Pantanal (Manchete), o publico masculino ainda é pequeno. Em sua opinião que elementos uma novela deve ter pra atrair esse tipo de publico?

 .

Mauro Alencar: É instigante esse assunto que certamente requer um estudo comportamental de caráter antropológico para investigá-lo, pois os homens assistem novela desde os tempos de O Direito de Nascer. O que historicamente tornou a exposição complexa foi o fato de a origem da novela, nas rádios, estar associada diretamente à dona de casa e à empregada doméstica – as primeiras radionovelas foram criadas em Miami para cativar, inicialmente, esse público consumidor dos produtos de limpeza. Por fim, foram as próprias mulheres que incentivaram os homens a acompanharem a ficção seriada no rádio e, posteriormente, na TV. Entretanto, ao longo da história, notaremos que uma trama bem contada sempre terá seu público cativo sem que necessariamente precisem existir personagens de comportamento mais picaresco (Beto Rockfeller), ação (Irmãos Coragem), nudismo (Pantanal).  E é claro que os três exemplos citados por você são grandes novelas que incluem características de maior interesse por parte do público masculino. Mas, de modo geral, prevalece a trama bem elaborada, com personagens de interesse defendidos por bons atores.  

 .

Jéfferson Balbino: Mauro muitos autores inserem em suas novelas temas sociais e polêmicos. Até que ponto isso pode ser favorável no enredo de uma obra?

 .

Mauro Alencar: É favorável se estiver em consonância com a trama e nunca acima dela. Ou seja, em primeiro lugar, deve permanecer a novela: a história, as tramas, o encanto pelos personagens, cenários, temas musicais. Em seguida, os temas sociais. Neste quesito, alguns exemplos perfeitos: O Clone, Mulheres Apaixonadas e Caminho das Índias.    

 .

Jéfferson Balbino: A TV Globo vem apostando muito em remakes, você acredita que a escassez de historias instigantes é o que ocasiona a emissora em retornar histórias que o publico já conhece e que foram sucesso no passado?

 .

Mauro Alencar: Não, pois o remake é uma vertente da indústria cultural. Culturalmente é importante recontar uma “velha nova” história à luz de novos autores, diretores e atores. Com isto, formamos a chamada “máscara da ficção”, ou seja, construímos e propagamos os mitos modernos da ficção.

 .

Jéfferson Balbino: O Seu livro “A Hollywood Brasileira - Panorama da Telenovela no Brasil” é a fonte primordial quando o assunto é teledramaturgia. Como foi o processo de criação dessa maravilhosa obra, que é sem duvida a ‘bíblia’ dos noveleiros?

 .

Mauro Alencar: Em primeiro lugar, grato por suas palavras. O livro foi uma encomenda da Editora Senac, do Rio de Janeiro. Um projeto elaborado em conjunto, onde cada parte envolvida (a editora e eu) sugeria um tema por capítulo.  

 .

Jéfferson Balbino: Você pretende lançar mais algum livro sobre teledramaturgia?

 .

Mauro Alencar: Sim. No momento, termino uma epopeia televisiva: A TV Paulista na formação da Rede Globo de Televisão (título provisório), a convite da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Digo epopéia porque iniciei o livro em 2005 e o projeto tem sido extremamente trabalhoso, quase que  um aprendizado que equivale a pós-doutorado, digamos assim, de levantar  a história de uma empresa pioneira – A TV Paulista, Canal 5 foi a segunda emissora inaugurada no Brasil, logo depois da TV Tupi, e o jornalista e empresário Roberto Marinho comprou-a por volta de 1964, totalmente desestruturada, para formar a Rede Globo de Televisão, em 1965. Também em andamento estão os livros sobre vida e obra de Paulo Gracindo (com base no documentário Paulo Gracindo, O Bem-Amado, do qual participei) e Elizabeth Savala.  Livros que escrevo com a parceria excepcional de Eliana Pace, jornalista e contista.

 .

Jéfferson Balbino: Conta pra gente um pouco de sua carreira acadêmica?

 .

Mauro Alencar: Após e durante a Faculdade de Comunicação (na FAAP), sentia a necessidade de compreender mais os meandros da dramaturgia mundial. Daí os cursos de teatro que fiz: Teatro-Escola Célia Helena e Teatro-Escola Macunaíma, além de cursos na Cultura Inglesa. Isso levou-me ao mestrado na USP (e parte na UFRJ) sobre a formação e industrialização da telenovela. Naturalmente, chegou o doutorado, também na USP, sobre a telenovela na América Latina. Muito disso já influenciado por minha gratificante experiência como membro da Casa de Espanha, no Rio de Janeiro. A partir de todo esse caminho ingressei em entidades como a Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), Alaic (Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación), Lasa (Latin American Studies Association) e, mais recentemente, integro o Emmy (Academia de Artes e Ciências da Televisão). São entidades acadêmicas que me ajudam a compreender produtos fundamentais para a indústria cultural, como a telenovela.    

 ..

Jéfferson Balbino: Como foi fazer a coletânea de novelas romanceadas como: Roque Santeiro, Selva de Pedra, Pecado Capital, O Bem Amado e Vale Tudo. O que elas têm de diferente da versão televisiva?

 ..

Mauro Alencar: Foi um convite surpreendente da Globo Marcas! Jamais imaginei realizar este tipo de trabalho. Como o primeiro título – Selva de Pedra, aliás, escolhido por mim - funcionou muito bem, resolveram (Globo Marcas e Editora Globo) convidar-me para adaptar os outros.

 .

Escrito por Jéfferson Balbino às 18h53 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Entrevista Especial com MAURO ALENCAR - Parte 3

.

Jéfferson Balbino: Em sua opinião qual é o motivo da queda de audiência que as novelas vêm enfrentando?

 .

Mauro Alencar: Antes de mais nada, é preciso saber que não está ocorrendo queda de audiência das novelas. Há que se redimensionar a relação entre novela, sociedade e cultura. O que antes (até o final da década de 1990) concentrava-se na TV, rádio e jornal, foi extrapolado para outras mídias: sites, blogs, twitter, etc... É um processo extremamente globalizante. Não podemos medir mais a audiência de uma novela apenas por números computados no televisor. Há que se medir tendo como baliza as inúmeras mídias que não cessam de surgir neste mundo pós-moderno, midiático. Além disso, é importantíssimo registrar também que o grau de audiência de um produto audiovisual é atestado pelos comentários que ele suscita. E, neste quesito, observo por diversas maneiras (palestras que realizo, nos cafés que frequento, transportes coletivos, etc...) que a novela – em particular a produzida pela Rede Globo – está sempre na ordem do dia.        


.

 

Jéfferson Balbino: Como foi o processo de transformar as novelas em romances?

 .

Mauro Alencar: Dentro desse processo, reuni todo o meu aprendizado e conhecimento sobre as novelas ao longo de todos estes anos. Também é preciso dizer o quanto sou fascinado por adaptações de um formato para outro, desde os tempos do colégio, na década de 70. Portanto, tomei apenas a liberdade de criar ou aumentar a participação de algum personagem quando a linguagem literária assim o pedia, caso da psicóloga de Fernanda, interpretada magistralmente por Dina Sfat na versão original de Selva de Pedra. Do mesmo modo, resolvi “salvar” uma personagem de O Bem-Amado da morte. Mas isso porque o próprio Dias contou-me que foi obrigado a matá-la por uma conjuntura contratual. E tudo isso imaginando como os autores fariam, pois, numa adaptação, os princípios da obra original devem ser respeitados, mantidos. Nesse projeto, tenho que registrar, mais uma vez, a excelente colaboração de Eliana Pace, contista e jornalista, parceira de primeiríssima qualidade.               

 .    

 

 

Jéfferson Balbino: O SBT vem provando através das reprises das novelas da Manchete (Xica da Silva, Pantanal, Dona Beija e A História de Ana Raio e Zé Trovão), que o publico gosta e prestigia as novelas antigas. Em sua opinião, que receio leva a TV Globo a se recusar a reapresentar grandes clássicos da teledramaturgia, por serem tramas que passou há algum tempo?

 .

Mauro Alencar: Historicamente, o Vale a Pena Ver de Novo sempre reprisou a novela que terminava no horário das seis ou das sete da noite. Vez ou outra, algo mais antigo aparece na tela (caso de Irmãos Coragem, Feijão Maravilha,  Pão Pão, Beijo Beijo ou Escrava Isaura). Então vejo isto como uma diretriz operacional de programação. Talvez tenha chegado o momento de termos um canal de reprises (o Viva, creio eu), ou lançar novelas em DVD... Ou seja, um mercado aberto e com êxito como há muito tempo no México e para o público latino dos Estados Unidos. Também, dentro deste quadro de reprises, é importante citar a preocupação da Globo com a qualidade técnica das obras que reexibe (até mesmo por tratar-se de um canal aberto e com um público extremamente heterogêneo). E isto, no caso do Vale a Pena, acaba sendo um limitador para levar de novo ao ar tramas muito antigas.         

 

Jéfferson Balbino: Existe algum personagem das telenovelas que você considera o melhor da história da teledramaturgia, de tão excepcional que foi? Porque a sua paixão pela “Escrava Isaura”?

 ..

Mauro Alencar: Felizmente há uma galeria riquíssima de grandes personagens da história da teledramaturgia. A Escrava Isaura, produzida pela Globo em 1976, foi de fato uma “paixão avassaladora” (como frisou Cissa Guimarães no Festival Escrava Isaura, do Vídeo Show, do qual participei em 1996). A abertura com as gravuras de Debret, a trilha sonora, os atores (protagonistas, em particular), a adaptação, o período histórico na qual a trama está inserida. Tudo para mim é envolvente ao extremo, como aliás, para o mundo inteiro; afinal,  a Isaura furou o grande bloqueio da chamada “cortina de ferro” dos países do leste europeu durante o regime comunista, e conquistou chineses, cubanos, latinos em geral.  Ressalto também que, antes da novela, o romance de Bernardo Guimarães já exercia em mim o mesmo entusiasmo. Do mesmo modo, são inúmeras novelas que provocam em mim a mesma experiência sensorial.

 

Jéfferson Balbino: Que avaliação você faz dos investimentos do SBT e da Rede Record na produção de telenovelas e o convite que recebeu de ambas as emissoras, inclusive de Silvio Santos?

. 

Mauro Alencar: São experiências de grande valia para a ampliação da indústria da telenovela no Brasil. E os convites foram naturais dentro do mercado televisivo em que vivemos. Ademais, um grande aprendizado foi também conhecer as filosofias tanto de Honorilton Gonçalves quanto de Silvio Santos.  

 .

Jéfferson Balbino: O Mauro Alencar telespectador só assiste novela ou também acompanha outro tipo de programa na TV?

 .

Mauro Alencar: Assisto de tudo um pouco, ainda que assistir novela do mundo inteiro seja um ofício emocional, científico e profissional.

 .

Jéfferson Balbino: Agora a pergunta que não pode faltar nas nossas entrevistas. Qual foi a melhor novela que você já assistiu?

 .

Mauro Alencar: Não posso ser injusto e mencionar um título diante de tantas produções magníficas que ajudam a compreender o mundo em que vivemos.

 .

Jéfferson Balbino: Mauro muitíssimo obrigado por participar dessa entrevista, sem dúvida foi um enriquecimento cultural que tivemos com você sobre a nossa querida teledramaturgia brasileira. Muito sucesso em todos os seus projetos, abraços!

 .

Mauro Alencar: Grato pelo convite e um grande abraço. Até um próximo capítulo.

 .

 .

 

 

Escrito por Jéfferson Balbino às 18h44 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Entrevista Especial - NO MUNDO DOS FAMOSOS

.

.

Dia 25 de Setembro 

 

 

Semana que vem eu entrevisto a autora de novelas SOLANGE CASTRO NEVES, que foi a fiel colaboradora da saudosa novelista IVANI RIBEIRO nas clássicas novelas: “Mulheres de Areia” e “A Viagem”.

 

OUTRAS ENTREVISTAS

 

 

Pra você que perdeu as outras entrevistas realizadas por mim aqui NO MUNDO DOS FAMOSOS, aí vai o link de cada uma pra você poder ler, ou reler novamente. Clique em cima do nome do entrevistado para ler a Entrevista Especial realizada.

.

1 - NILSON XAVIER (escritor)

2 - MARGARETH BOURY (autora de novelas)

3 - REYNALDO BOURY (diretor de TV)

4 - BABI XAVIER (atriz/apresentadora)

5 - NÉLIO JÚNIOR (jornalista/repórter de TV)

6 - MARCÍLIO MORAES (autor de novelas)

7 - RICARDO LINHARES (autor de novelas)

8 - ANA MARIA MORETZSOHN (autora de novelas)

9 - DUCA RACHID (autora de novelas)

10 - ADA CHASELIOV (atriz)

11 - MAYRA DIAS GOMES (escritora)

12 - THELMA GUEDES (autora de novelas)

13 – ANDRÉ REBELLO (ator)

14 – KADU MOLITERNO (ator)

15 - MAURICIO MACHADO (ator)

16 - LAURO CÉSAR MUNIZ (autor de novelas)

17 - STELLA FREITAS (atriz)

18 - ALCIDES NOGUEIRA (autor de novelas)

19 - EDWIN LUISI (ator)

.

.

.

Escrito por Jéfferson Balbino às 18h33 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Próxima Reprise: Vale Tudo no Canal Viva

.

O Canal Viva definiu a nova novela que será reapresentada na emissora, trata-se de "Vale Tudo" (1988) um grande sucesso da teledramaturgia nacional. A trama assinada por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bàsseres voltará ao ar no dia 04 de Outubro às 12 horas e às 0:45 horas.

.

Escrito por Jéfferson Balbino às 16h57 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Galeria VIP: TV Brasileira: 60 anos de muita história

.

Galeria VIP: TV Brasileira: 60 anos de muita história

 

18 de setembro de 2010 – Hoje é um dia pra lá de especial, afinal, a nossa querida televisão completa seus 60 anos de importante existência. A TV Brasileira hoje é considerada uma das melhores do mundo, tamanha a qualidade e talento de todos os envolvidos nela. Ao longo dessas seis décadas muita coisa passou na nessa telinha que de certa forma contribuiu e modificou algum aspecto de nossa vida. Como seríamos se não houvesse televisão? Provavelmente não seríamos nada, até porque as nossas vidas não teriam o mesmo sentido sem ela. Com a televisão se informamos, se divertimos e se emocionamos, é com ela que aprendemos a ser gente, a ter opiniões, a reivindicar valores essenciais para vida.

.

Parabéns a TV Brasileira por essa data tão importante!

 .

Escrito por Jéfferson Balbino às 16h44 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Nota Mil: Roda Viva com Boni

.

.

Para o programa "Roda Viva" dessa semana, que trouxe como entrevistado o ex-vice-presidente da TV Globo, Boni. A entrevista foi um espetáculo a parte, onde o entrevistado falou sobre os principais acontecimentos envolvendo a maior emissora de TV do Brasil. Outro destaque foi a perspicácia da excelente jornalista Marilia Gabriela. Sem dúvida o talento da loira deu uma nova guinada na atração da TV Cultura.

.

Escrito por Jéfferson Balbino às 16h17 [ ] [ envie esta mensagem ] []

BOLETIM DA TV

.
Nota DEZ
.
.

Para a última edição do programa "Ídolos" da Rede Record. Os programas dessa semana estavam imperdíveis e trouxe ao conhecimento do público os talentosos finalistas: Tom Black e Israel Lucero. Pra mim o grande destaque do concerto foi o Tom Black cantando a música "A Lua e Eu". O anúncio com o grande vencedor do novo ídolo do Brasil vai ao ar na próxima quinta-feira (dia 23/09) no palco da Via Funchal em São Paulo. O programa vem garantindo a liderança no Rio de Janeiro e a vice em São Paulo.

.

Nota ZERO
.
.
.

Para a precoce reprise da novela "Sete Pecados" (Rede Globo) no "Vale a Pena Ver de Novo. A média semanal da reprise foi de apenas 11 pontos, superando a até então baixa audiência da primeira semana da reapresentação da novela "Cabocla" (2004) que havia conseguido 13 pontos de média na primeira semana de sua reprise em 2008. E emissora culpa o horário político pela queda de audiência. Lembrando que a novela em sua exibição original também não teve grande repercussão e audiência. Será que não seria a hora da TV Globo reavaliar seus critérios na hora da escolha de uma reprise?

.

Escrito por Jéfferson Balbino às 15h58 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Bastidores da TV

Bastidores da TV

 

Marcio Garcia deverá comandar um programa aos domingos

 .

..

O ator/apresentador Marcio Garcia poderá comandar um programa na nova grade da TV Globo que estréia entra Março e Abril de 2011. A atração deverá ser exibida aos domingos.

 .

Regina Volpato voltando para o SBT?

.

.

 

O novo boato que circula nos corredores do SBT é a volta da apresentadora Regina Volpato, que estaria voltando para comandar uma revista eletrônica nas tardes da emissora, no horário que hoje é exibido as reprises das novelas: “Pérola Negra” e “Esmeralda”.

 .

Vicente Sesso pode adaptar “Minha Doce Namorada” no SBT

 

.

.

Ainda falando em SBT, o autor Vicente Sesso poderá assinar com a emissora para reescrever a novela “Minha Doce Namorada”, já que ele não ficou satisfeito com o remake de “Uma Rosa com Amor”, Silvio Santos achou que o ideal é ele assinar o remake da trama que foi exibida em 1971 na TV Globo.

 

.

Escrito por Jéfferson Balbino às 15h13 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Show de Interpretação: HELENA RANALDI

 

.

Show de Interpretação: HELENA RANALDI

 

Nessa semana perdi meu tempo vendo algumas cenas da chatíssima nova temporada de Malhação, mas em contrapartida ganhei ao ver o imenso talento da atriz Helena Ranaldi que integra o elenco da novela teen. A interprete da personagem Tereza é um ‘furacão’ em cena, a atriz literalmente ‘rouba’ a cena, tamanho o talento que ela passa para o público. Embora, ainda essa personagem lembrar muito a professora Clara que atriz interpretou na novela “Coração de Estudante” (2002) do mesmo autor Emmanuel Jacobina. Pra concluir nossa conversa, a única coisa que chamou minha atenção nessa atônita temporada de “Malhação” é o show de interpretação que a atriz Helena Ranaldi dá a cada capítulo.

.

 

Escrito por Jéfferson Balbino às 14h42 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Emoção nas Novelas: "Escrito nas Estrelas" - última semana

.

ESCRITO NAS ESTRELAS

 .

Capítulo 139

.

Jofre consegue esconder de Viviane sua real ligação com Gilmar. Antônia e José ficam curiosos para saber o que aconteceu entre Vicente e Ricardo. Sofia e Beatriz se despedem de Magali. Jovenil reclama com a esposa por ter recebido Velho em sua casa. Breno e Vanessa visitam Clara. Tadeu abraça Mariana ao vê-la no hospital. Ricardo confirma para Vitória/Viviane que ela está grávida. Vicente aconselha Zenilda a conversar com Miguel sobre seu relacionamento. Vicente revela para Madame Gilda o envolvimento que teve com Francisca. Luciana resolve contar para Suely que ela e Breno estão juntos. Francisca aparece durante a conversa entre Madame Gilda e Vicente e os dois ficam comovidos. Guilherme ajuda Judite a se acomodar no quarto e ela pede para falar com Mariana. Gilmar demonstra sua felicidade com a gravidez de Vitória/Viviane. Beatriz e Sofia sonham com uma futura pensão de Durvalino/Lino Batista. A voz de Jair afina e todos riem dele. Jofre critica o desânimo de Viviane com o casamento. Suely e Gilmar se beijam e Leninha flagra os dois. Chega o dia da recepção na casa de Petrópolis e Antônia confessa a Ricardo que sente falta de Vicente. Viviane se angustia com o casamento e liga para Madame Gilda. Ricardo fala com a noiva e Daniel se aproxima dos dois.

 

Capítulo 140

.

Ricardo fica aflito com o estado de Vitória/Viviane. Antônia se apavora ao ver o espírito de Daniel ao lado de Vitória/Viviane e começa a rezar. Gilmar é agressivo com Viviane depois que Ricardo se afasta. Fernanda acusa Gilmar, Vitória/Viviane e o pai de armarem um complô contra Ricardo. Sofia decide ir para Petrópolis. Viviane ouve uma conversa entre Jofre e Gilmar e se desespera. Viviane conta toda a verdade para Ricardo, que impede Gilmar de fugir. Zenilda e Madame Gilda imobilizam o capanga de Gilmar e chamam a polícia. Viviane tenta se explicar para Ricardo, mas ele não acredita na noiva. Gilmar é preso. Antônia conforta Viviane. O carro de Sofia e Beatriz para na estrada e Madame Gilda e Zenilda acenam para as duas. Judite se levanta da cama assim que os filhos saem de seu quarto. Mariana torce para que Ricardo perdoe Viviane. Madame Gilda chega à casa de Petrópolis. Ricardo volta da delegacia e é hostil ao encontrar Madame Gilda em sua casa.

 

Capítulo 141

.

Viviane chora e Mariana tenta consolá-la. Sofia e Beatriz conseguem carona com um caminhoneiro. Velho fica nervoso ao saber da prisão de Gilmar. Jofre tenta fugir em um ônibus. Ricardo pede para Marcelo preservar Viviane, mas exige que Gilmar permaneça preso. Sofia e Beatriz chegam à casa de Petrópolis. Antônia conta para Madame Gilda que viu Daniel perto de Viviane tentando protegê-la de Gilmar. Sofia e Beatriz voltam para o Rio de Janeiro com Gilda e Zenilda. Magali e Leninha se desesperam ao saber da prisão de Gilmar. Judite  levanta da cama assim que os filhos saem de seu quarto. Madame Gilda conta para Vicente tudo o que aconteceu em Petrópolis. Daniel fica irritado quando acorda entre Seth, Athael e Francisca. Ricardo trata Viviane com frieza. Judite aparece em uma cadeira de rodas e agradece Mariana por salvar sua vida. Jovenil reclama com Magali ao ver, na TV, a notícia de que Velho estava sendo procurado pela polícia. Berenice comenta com Manoel o que aconteceu com Viviane. Viviane implora para que Jofre se entregue à polícia. Ezequiel e Hilda levam Xavier para visitar Mundinha. Daniel faz Viviane dormir e a leva com ele. Ricardo recebe da Espanha o diário de Valentina. Vicente procura Ricardo.

 .

Escrito por Jéfferson Balbino às 13h50 [ ] [ envie esta mensagem ] []

TELA DO ENTRETENIMENTO: ÍDOLOS 2010

.

.

TELA DO ENTRETENIMENTO: "ÍDOLOS 2010 - JAIR RODRIGUES CANCELA SUA PARTICIPAÇÃO NA FINAL"

.

.

A Record havia convocado o cantor Jair Rodrigues para o encerramento da atual edição do reality "Ídolos", porém, quando está tudo acertado entre ambos, o cantor teve que desmarcar o compromisso pois já tinha assumido anteriormente um compromisso com um Banco onde faria diversos shows em Belo Horizonte, e como um desses show's coincidiria com o encerramento da atração ele pediu o seu afastamento e a emissora aceitou. No lugar de Jair deverá entrar o cantor Ed Motta que irá dividir sua participação com o cantor Daniel.

.

Escrito por Jéfferson Balbino às 00h32 [ ] [ envie esta mensagem ] []