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BRASIL, Sul, JACAREZINHO, Homem, de 15 a 19 anos, Informática e Internet, Música, TV e Novelas

Entrevista Especial com LAURO CÉSAR MUNIZ – Parte 1

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Meu entrevistado de hoje é um dos principais nomes da teledramaturgia brasileira. Ele é um dos ícones que ajudou a construir a história das telenovelas mais famosas do mundo. É considerado um dos melhores novelistas de todos os tempos desse país. Escreveu novelas memoráveis, personagens inesquecíveis, marcou a nossa teledramaturgia com temas de interesse nacionais que se fundiu com a história do Brasil. Com uma belíssima trajetória profissional, de muito sucesso – diga-se de passagem, essa Entrevista Especial do “No Mundo dos Famosos” vai abordar com muita profundidade a carreira do conceituado autor de novelas: LAURO CÉSAR MUNIZ.

 

Jéfferson Balbino: Lauro, você começou sua carreira de escritor, escrevendo peças teatrais. Conta pra gente como surgiu seu interesse pela profissão e como foi esse seu inicio de carreira?

Lauro César Muniz: Meu pai gostava muito de teatro e às vezes me levava para assistir algumas peças. Pude ver o grande Procópio Ferreira no Teatro Santana. Anos mais tarde, para minha honra, o Procópio interpretou uma peça de minha autoria, A INFIDELIDADE AO ALCANCE DE TODOS. Vi também Odilon com Dulcina, em O IMPERADOR GALANTE. Vi ainda Vicente Celestino, em CORAÇÃO MATERNO, uma opereta, escrita pela mulher dele, Gilda de Abreu, com ela atuando e dirigindo.

 

Jéfferson Balbino: É verdade que você é formado em Engenharia? Essa sua graduação colaborou de alguma forma na profissão de escritor?

Lauro César Muniz: Em 1960, me formei engenheiro, quando já havia escrito algumas peças, entre elas ESTE OVO É UM GALO, que foi muito bem acolhida que me deu um prêmio no Festival de Amadores em 1959.A partir daí em virei um autodidata, comecei a ler de tudo meio desordenadamente, num autodidatismo frenético. Resolvi mostrar minhas peças ao Boal, diretor do teatro de Arena. Ele leu as peças que levei e me disse: “vou te dar uma 2ª feira para o seu trabalho, uma experiência”. Animado com o resultado decidi procurar a Escola de Arte Dramática.  Durante o curso, eu trabalhei num texto, O SANTO MILAGROSO. Em 1962 apresentei a peça completa na escola e foi lida com entusiasmo. A peça foi encenada em 1963 pelo Teatro Cacilda Becker com direção de Walmor Chagas. Minha estréia com grande sucesso. Logo a peça virou um filme de excelente produção...

 

Jéfferson Balbino: Sua estréia na teledramaturgia foi nas novelas da extinta TV Excelsior. O que você destacaria desses seus trabalhos?

Lauro César Muniz: Durante as filmagens de O SANTO MILAGROSO conheci o Dionísio Azevedo. Dionísio estava encarregado de abrir um novo horário de novelas na TV Excelsior e me convidou para escrever uma novela. Assim estreei minha primeira novela, NINGUÉM CRÊ EM MIM, baseada no mito grego de Electra, que eu trazia para os tempos atuais. Em 1965 me senti seguro apara abandonar a engenharia e me dedicar totalmente à dramaturgia.

 

Jéfferson Balbino: O jeito de se fazer novela nessa época era mais gratificante que o modo atual?

Lauro César Muniz: A década de 70 marca o grande salto de qualidade da telenovela, quando criamos uma nova estética. Na década anterior houve uma ou outra novela que esboçava uma renovação, culminando com Beto Rockfeller de Bráulio Pedroso, em 1968, um marco importante. De lá até hoje, a televisão evoluiu bastante, com a tecnologia digital garantindo a qualidade de som e imagem, as muitas possibilidades abertas pela computação gráfica, dando condições a trucagens várias, ao esmero das produções, figurinos, maquiagem, os atores continuam sempre e sempre evoluindo em grandes interpretações, mas o suporte de toda essa evolução que é a proposta temática, o texto que sustenta a teledramaturgia, se adequou servilmente ao gosto mais popular, menos exigente do grande público. Com isso, é difícil impor hoje um padrão de qualidade melhor, sabendo que o espectador médio tem uma percepção muito baixa. A telenovela brasileira hoje, está a reboque da percepção do espectador. Ao contrário da década de 1970...

 

Jéfferson Balbino: Você também passou pela dramaturgia da também extinta TV Tupi, aonde escreveu a novela “Estrelas no Chão” (1967). Porque você usou o pseudônimo de Jordão Amaral pra escrever a novela?

Lauro César Muniz: Eu pensei em separar o autor teatral do autor de telenovelas. Preconceito meu. ESTRELAS NO CHÃO foi à base para eu escrever anos depois ESPELHO MÁGICO.

 

Jéfferson Balbino: A saudosa atriz Wanda Kosmo além de atuar nessa trama, também foi à diretora. Como foi sua parceria com ela nesse trabalho? 

Lauro César Muniz: Conviver com a Wanda era uma festa. Muito inteligente, sarcástica, brilhante.

 

Jéfferson Balbino: Sua estréia na Record foi com a adaptação da novela “As Púpilas do Senhor Reitor” (1970). Foi muito trabalhoso adaptar um romance como esse pra TV?

Lauro César Muniz: Chamado pelo Dionísio Azevedo, fui para a TV Record em 1970, para adaptar AS PUPILAS DO SENHOR REITOR, um romance de aldeia, conforme Júlio Diniz o define. Imbuído da minha experiência de cidade de interior, injetei minha vivência da província, da minha infância, mantendo o ambiente e a tradição portuguesa do Minho, mantendo a história no século XIX . O romance em tom de crônica é muito curtinho. Criei muitas situações, muitos personagens para fazer mais de 280 capítulos! Os cultores do Júlio Diniz não se queixaram.

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Escrito por Jéfferson Balbino às 17h22 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Entrevista Especial com LAURO CÉSAR MUNIZ – Parte 2

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Jéfferson Balbino: Em 1994 o SBT produziu um remake dessa trama. Como o senhor avalia essa outra versão?

Lauro César Muniz: Era uma excelente produção! Um ótimo elenco com Débora Bloch, Luciana Braga, Juca de Oliveira, Edu Moscovis... O texto sofreu uma adaptação nem sempre do meu agrado, mas fez sucesso.

 

Jéfferson Balbino: Existe algum critério que você usa na hora de criar os mocinhos e os vilões de suas novelas?

Lauro César Muniz: Existe: não criar mocinhos e vilões. Crio personagens. Alguns têm caráter positivo, outros negativos, mas todos vivem fortes contradições.

 

Jéfferson Balbino: Em 1971, você escreveu na Record a novela “Os Deuses estão Mortos”, que foi um enorme sucesso que acabou ocasionando em uma continuação “Quarenta Anos Depois”. Como surgiu essa trama?

Lauro César Muniz: Foi com a saga de Os Deuses estão Mortos que vislumbrei um caminho que desenvolvi depois: uma temática humana forte que tenha como pano de fundo a história do Brasil e a infra-estrutura social que rege o movimento daquelas personagens. QUARENTA ANOS DEPOIS, de certa forma, é a base de ESCALADA e O CASARÃO, que fiz anos depois na TV Globo, que por sua vez geraram CIDADÃO BRASILEIRO, que fiz na TV RECORD, recentemente.

 

Jéfferson Balbino: Na Globo, você estreou em 1972, substituindo o autor Bráulio Pedroso na autoria da novela O Bofe. Como surgiu o convite pra você fazer essa substituição?

Lauro César Muniz: Fui chamado pela direção da emissora para apagar um incêndio: a saúde do Bráulio se agravara. Ele sempre foi um homem muito doente e morreu cedo. Um dos maiores talentos da telenovela. O próprio Bráulio me pediu que o substituísse temporariamente. Acabei escrevendo a novela até o final. Bráulio não teve condições de retomar a novela. Fiz aquele trabalho não por prazer, mas por contingências da situação.

 

Jéfferson Balbino: Como você lidou com a repercussão do enorme sucesso da novela “Carinhoso” (Rede Globo/1973). É verdade que você escreveu essa novela especialmente pra atriz Regina Duarte?

 

Lauro César Muniz: É verdade. Eu fui escalado para escrever uma novela romântica para a Regina que fazia um par encantador com o Cláudio Marzo. CARINHOSO fez enorme sucesso, mas por causa da gravidez de Regina tivemos que antecipar o final. Ela estava grávida da Gabriela e muitos anos depois trabalhei com as duas na minissérie Chiquinha, onde faziam a mesma personagem. O título, usando um chorinho famoso do Pixinguinha, abriu um caminho muitas vezes retomado depois, em que títulos ou versos de músicas famosas batizavam a novela. Outro precedente foi gravar cenas inicias fora do Brasil. Tivemos dois ou três capítulos da história em Nova York.

 

Jéfferson Balbino: Você chegou a trabalhar com o autor Gilberto Braga na autoria da novela “Corrida do Ouro” (Rede Globo/1974). Que lembranças têm desse trabalho?

Lauro César Muniz: Antes de assumir ESCALADA, a novela das oito, implantei uma nova novela das sete, CORRIDA DO OURO, com o Gilberto Braga. Acreditei, achei que aquele garoto, que tinha escrito um caso especial baseado na DAMA DAS CAMÉLIAS, tinha futuro. A partir da minha saída de CORRIDA DO OURO, Janete, que escrevia uma novela, ainda encontrava tempo para supervisionar o Gilberto. E CORRIDA DO OURO foi bem.

 

Jéfferson Balbino: Até que ponto você se inspirou na trajetória profissional de seu pai pra criar a novela “Escalada” (Rede Globo/1975)? 

Lauro César Muniz: ESCALADA, era a história de um homem comum, no início da década de 40, momento de ascensão de uma nova classe que começava a crescer, ocupar o espaço que pertencia apenas à oligarquia, antes da Revolução de 30. Antônio Dias, o personagem central era um homem que tentava vencer na vida, especulava em muitas áreas até se fixar na compra do algodão. Apaixona-se loucamente por Marina, da família nobre, encontrando resistência de Armando, e acaba se casando com Cândida, mulher da sua classe. Em determinado momento instala-se na região uma beneficiadora de algodão americana que começa a baixar os preços, para derrubar os atravessadores. Antônio não acredita que os preços possam baixar tanto acaba, em poucos dias perdendo todo o seu dinheiro. Humilhado, vencido, vende tudo o que tem, inclusive seu cinema e sai da cidade, devendo muito, para tentar a vida em outros lugares em outros ramos de atividade, deixando a cidade.Na segunda metade da década, vai trabalhar numa grande empresa que participava da construção da nova capital do país. A novela mostrava o nascimento de Brasília, um marco de renovação nacional, a era juscelinista com o crescimento do Brasil, com este personagem crescendo junto. Naquele momento em que a novela estava sendo exibida, a lei do divórcio, começava a ser discutida no Congresso, e ESCALADA teve uma participação positiva na formação da opinião pública. No Rio de janeiro, O senador Nelson Carneiro sentiu a repercussão da novela, que amparava seu projeto. A novela discutia os entraves que a Igreja e os ultra-conservadores apresentavam, desafiando a censura da ditadura vigente.

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Escrito por Jéfferson Balbino às 17h17 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Entrevista Especial com LAURO CÉSAR MUNIZ – Parte 3

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Jéfferson Balbino: Até a década de 80 a Censura era um grande obstáculo para os autores de novelas. Como você lidou com a forte censura que teve na novela “O Casarão” (Rede Globo/1976), que abordava o adultério feminino, que era um tema que desafiava o conservadorismo?

Lauro César Muniz: O CASARÃO, uma novela bastante arrojada em termos estruturais: eu me propunha a contar uma história, de 1900 até 1976, em três períodos distintos, simultaneamente. A primeira fase, de 1900 a 1910, a segunda de 1926 a 1936 e a terceira, na atualidade em 1976. Os três períodos estavam ligados por personagens de uma mesma família, cinco gerações da mesma família da juventude à maturidade, à velhice, que habitavam o mesmo casarão. Outras personagens que não pertenciam à família também apareciam, algumas atravessando duas ou três épocas. Assim, era possível analisar o comportamento da mulher brasileira ao longo do tempo. Na atualidade (1976) havia um casal que se desfazia de forma violenta. Lina (Renata Sorrah) se apaixona por Jarbas (Paulo José) e quer se separar de seu marido Estevão (Armando Bogus). Foi aí que a censura vetou muitas cenas!

 

 

Jéfferson Balbino: Em 1977 você trouxe a teledramaturgia uma novela com uma temática inovadora, misturando ficção e realidade. Como foi usar essa metalinguagem na novela “Espelho Mágico” (Rede Globo)?               

Lauro César Muniz: Estrutura complexa, mais arriscada que O CASARÃO! A história girava em torno do mundos dos atores e atrizes que gravam uma novela. O elenco era excelente, Tarcísio Meira, Glória Menezes, Lima Duarte, Tony Ramos, estreando na Globo, Sônia Braga, Lídia Brondi, Juca de Oliveira, Mauro Mendonça, Vera Fischer, estreando em telenovela e tantos, tantos outros. Tarcísio fazia um ator, galã, importante, a Glória fazia a mulher dele e era também uma atriz. A Lídia era a filha do casal. Juca fazia o papel de um autor de teatro que passou a escrever telenovela. Lima Duarte fazia um ex-palhaço de circo que estava tentando a vida como comediante, sonhando em entrar na TV. Vera Fischer ela vivia uma ex-miss Brasil que tentava uma carreira artística. Pepita Rodrigues fazia uma mulher casada com um empresário e que queria ser atriz, mas tinha a oposição do marido ciumento, o Mauro Mendonça. Tinha a Djenane Machado, que fazia uma vedetinha de teatro rebolado. Mas a personagem chave era a Cynthia Levy a moça que sai do subúrbio em busca da fama. Papel vivido pela Sônia Braga. E a novela que gravavam, COQUETEL DE AMOR, era mostrada paralelamente, refletindo como num espelho a vida real dos atores.

 

Jéfferson Balbino: De todos os personagens que você criou ao longo de sua carreira qual é o seu preferido?

Lauro César Muniz: Em teatro gosto do MARCELO ESTRADAS (vivido em São Paulo pelo Antônio Fagundes e no Rio por Gracindo Júnior), da minha peça mais confessional, SINAL DE VIDA (1979). Em televisão tenho especial carinho pelo Antônio Dias (Tarcísio Meira) de ESCALADA, Chiquinha Gonzaga (Regina Duarte e Gabriela Duarte) da minissérie e muito especialmente pelo Sassá Mutema (Lima Duarte) da novela O SALVADOR DA PÁTRIA.

    

Jéfferson Balbino: Na época, como foi a repercussão de você inserir na novela “Os Gigantes” (Rede Globo/1979) a prática da eutanásia? 

Lauro César Muniz: No primeiro capítulo, Paloma (Dina Sfat) chega da Europa para rever o irmão gêmeo que está morrendo de câncer. Ele deixara uma fita à irmã, implorando que abreviasse seu sofrimento. E ela cumpre o desejo do irmão. A própria Dina fazia o papel do gêmeo. Paloma não era uma mulher exemplar, eu queria escrever sobre uma mulher complexa, conflituada e cheia de problemas e que carregava o peso de um assassinato. No primeiro momento Dina até se entusiasmou, trocamos muitas ideias, mas quando começou a sentir a Paloma na pele, recuou. Enfim, uma novela pesada que realmente não deu certo. Errei a mão... entrei em choque com todos e fui demitido da Globo.

 

Jéfferson Balbino: O que você destacaria de sua passagem pela dramaturgia da Band, com a novela “Rosa Baiana” (1981)?

Lauro César Muniz: Fiquei fora da Globo por uns dois anos. Fui contratado pela TV Bandeirantes. Avancini também tinha se afastado da Globo e foi dirigir uma novela minha, passada na Bahia, ROSA BAIANA, com patrocínio da Petrobrás. Pela primeira vez no Brasil, com todas as cenas feitas em locação, e com pessoas ligadas à indústria petrolífera.

 

Jéfferson Balbino: Foi muito difícil dar o desfecho final da novela, do Manoel Carlos, “Sol de Verão” (Rede Globo/1982)?

Lauro César Muniz: Estava eu fazendo com o Grisolli um trabalho que me dava muito prazer, quando morreu o Jardel Filho. Manoel Carlos, que estava escrevendo SOL DE VERÃO, não tinha mais condições de trabalhar, com a morte do protagonista. E sem protagonista o que fazer? Encerrar, não podia. Havia compromissos com anunciantes, a novela tinha de ter um final de alguma forma. Fui convocado para terminar a novela. Repetia-se com Manoel Carlos a mesma coisa que acontecera antes com O BOFE, do Bráulio. Falei com o Maneco, por telefone. Combinamos que não havendo a trama central, eu encerraria a novela em 17 capítulos, 6 na primeira semana, 6 na segunda e 5 na terceira, repetindo o último.

 

Jéfferson Balbino: Como acontece o processo de criação do tema e das tramas de uma novela sua?

Lauro César Muniz: Escrever para teatro é uma compulsão, uma catarse. Escrever uma telenovela é dialogar com o Brasil sobre temas emergentes, fortes. Quando começo a preparar uma novela jogo minhas antenas para o país e sondo as respostas (livros, jornais, revistas, cinema, jornalismo investigativo da televisão, etc...). O que fascina o brasileiro hoje? Descoberto o tema busco a contradição mais forte para abordá-lo e divido essas contradições em personagens. Com os personagens nascem às tramas: antagonismos que geram fortes conflitos que vai oscilando, crescendo até um ponto de saturação... Enfim um processo dialético. Criada uma trama central forte, é preciso depois buscar as tramas paralelas, de preferência com contato rigoroso com a trama central. A trama central corre como um rio e as tramas paralelas como afluentes que alimentam o rio...     

 

Jéfferson Balbino: Como você estrutura e define as reviravoltas do enredo de uma novela?

Lauro César Muniz: Eu precisaria 200 páginas para responder essa questão: um livro sobre telenovelas! Me arranje uma editora e eu responderei com toda a minha experiência. (risos)

 

Jéfferson Balbino:Foi você quem criou o argumento pra novela “Um Sonho a Mais” (Rede Globo/1985). Como é criar o argumento de uma novela? É o mesmo que escrever uma sinopse inteira?

Lauro César Muniz: UM SONHO A MAIS era uma novela bastante atrevida a partir de uma comédia do Ben Johnson, VOLPONE, contemporâneo de Shakespeare: Volpone, voltava ao país, incógnito, para enfrentar seus inimigos. Para isso usava quatro ou cinco disfarces, sendo um deles o de uma mulher, Anabela. Era uma comédia, uma farsa rasgada, aberta, divertidíssima, que fez um enorme sucesso, sendo até o hoje o segundo maior sucesso das 19 horas da TV Globo. Trabalhei com o Mário Prata e o Dagomir Marquesi.

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Escrito por Jéfferson Balbino às 17h12 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Entrevista Especial com LAURO CÉSAR MUNIZ – Parte 4

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Jéfferson Balbino: Como foi trabalhar com a grande atriz Eva Wilma, que interpretou a excêntrica personagem Francisca na novela “Transas e Caretas” (Rede Globo/1984)?

Lauro César Muniz: EVA WILMA é uma das maiores atrizes do Brasil. Em televisão ela é absoluta no humor inteligente, realista. Foi um privilégio trabalhar com ela em TRANSAS e CARETAS onde fazia a Francisca Moura Imperial (FMI) numa deliciosa brincadeira com dois filhos opostos em postura e temperamento. Um filho transado e outro ultra-conservador. Tive ainda o privilégio de trabalhar com ela numa série para a TV TUPÍ, um episódio diário com o Johnny Herbert e depois em RODA DE FOGO.  

 

Jéfferson Balbino: Conta pra gente como funcionava a “Casa de Criação Janete Clair” e como vocês criaram a novela “Roda de Fogo” (Rede Globo/1986)?

Lauro César Muniz: Em 86 e 87 eu frequentei a Casa de Criação Janete Clair, uma invenção da Globo que naquele momento estava sob a direção de Dias Gomes e Ferreira Gullar. Nessa Casa, muitos temas chegavam, ficavam, eram examinados, sugeridos, analisados. Na verdade, o que se queria é que a Casa tivesse uma novela no ar, que produzisse uma novela trabalhada por um autor experiente. Me ofereceram então um tema, um plot e eu trabalhei  com  o Marcílio Moraes. Era a respeito de um homem corrupto que possuía um passado feio, sujo, que mantinha ligações com um grupo sob suspeita. Num determinado momento ele descobre que está gravemente doente, condenado à morte. Tenta afastar-se do grupo corrupto e faz uma revisão em sua vida. Acaba se apaixonando por uma mulher muito interessante, a juíza responsável pelo envolvimento do seu grupo em um caso de desvio de dinheiro para o exterior. Essa relação amorosa cria nele a necessidade e o desejo de afastar-se do grupo, de mudar de vida, romper com aquelas pessoas que não permitem que ele se afaste... Novela de sucesso com Tarcísio Meira, Renata Sorrah, Bruna Lombardi, Celso Thiré, Felipe Camargo, enfim, um excelente elenco. Direção do Denis Carvalho e do Ricardo Waddington. Uma novela onde tudo deu certo: audiência alta, expectativa, comentários positivos, elenco feliz, emissora feliz, autores felizes.

 

Jéfferson Balbino: Te incomodou quando a Globo reprisou a novela na sessão “Vale a Pena Ver de Novo” em apenas 35 capítulos?

Lauro César Muniz: A novela reprisada na TV GLOBO em 35 capítulos foi O CASARÃO, que era uma novela em que as épocas se entrelaçavam de forma rigorosa. Ao reduzir a novela para 35 capítulos a dramaturgia foi ferida, na medida em que não havia mais relação causal entre as três épocas.

 

Jéfferson Balbino: Sua novela “O Salvador da Pátria” (Rede Globo/1989), foi ao ar num momento crucial da história política do Brasil. Foi intencional a produção dessa sua obra num ano eleitoral, que marcava a volta das eleições diretas para presidente?

Lauro César Muniz: Minha novela seguinte, O SALVADOR DA PÁTRIA constituiu-se em meu maior sucesso de audiência, o segundo maior índice da Rede Globo em todos os tempos. Isso não significa que seja minha melhor novela, longe disso. Prefiro ESCALADA, O CASARÃO e ESPELHO MÁGICO. Mas a história do Sassá Mutema pulsou muito forte junto ao grande público. Acho que o LIMA DUARTE, com seu trabalho magistral, foi à grande alavanca desse sucesso. Algumas vezes o Lima declarou ser o seu melhor personagem em novela. A novela nasceu quando retomei O CRIME DO ZÉ BIGORNA, um caso especial de sucesso que eu fizera em 1972. Ampliei a história, criando linhas de intriga e acontecimentos paralelos. Zé Bigorna passou a se chamar Sassá Mutema.

 

Jéfferson Balbino: Que experiência você adquiriu trabalhando com o saudoso autor Dias Gomes na autoria da novela “Araponga” (Rede Globo/1990). Vocês ficavam frustrados quando a trama perdia na audiência pra novela concorrente “Pantanal” (Rede Manchete/1990)?

Lauro César Muniz: Araponga não era uma boa novela, mas não perdeu nunca para Pantanal, que era melhor. O Dias me convidou para trabalhar com ele e o Ferreira Gullar numa idéia que nos parecia interessante. Uma farsa sobre um agente do SNI (Serviço Nacional de Informações).  Nós nos divertíamos muito, mas o público não gostava de ver o Tarcísio agindo como um caricato e confuso agente trapalhão. Um erro a seis mãos... Valeu pela convivência com o Dias e o Gullar... Nessa época tive a feliz oportunidade de ler toda a obra do Gullar e dialogar com ele sobre minha leitura.

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Escrito por Jéfferson Balbino às 17h08 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Entrevista Especial com LAURO CÉSAR MUNIZ – Parte 5

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Jéfferson Balbino: Em 2006, você retornou a trabalhar na Rede Record, onde escreveu as brilhantes novelas: “Cidadão Brasileiro” (2006) e “Poder Paralelo” (2009). Que avaliação você faz desses trabalhos e da teledramaturgia da emissora?

Lauro César Muniz: CIDADÃO BRASILEIRO foi uma novela extremamente difícil, atravessando 23 anos da vida de um homem, de 1955 até 1978, com epílogo em 2006. Tinha uma estrutura semelhante à Escalada e Chiquinha Gonzaga: a ação distendida no tempo, em várias fases. Um grande desafio para uma emissora que estava implantando a teledramaturgia. Havia uma ótima cidade cenográfica, na primeira fase. Era possível estender a história com muitas ações em locações (gravações em exteriores). Já na segunda fase havia uma grande dificuldade para recriar a cidade de São Paulo do final da décadas de 50 e nas décadas de 1960 e 1970. Se feita hoje, no RecNov, com os recursos de computação gráfica (que não tínhamos em São Paulo) teria sido possível ampliar os espaços da segunda fase da novela. No RecNov há todos os recursos que nos faltaram em São Paulo: estúdios muito espaçosos, parque de iluminação fantástico, computação gráfica, perfeita interação entre a direção geral de teledramaturgia e a produção nos estúdios, etc... Mas talvez o maior problema foi a dança dos horário: a novela estreou às 20:15 horas e inicialmente oscilou entre este horário e as 21 horas, sem nunca se fixar. Depois houve o horário eleitoral obrigatório e a novela passou a ser exibida às 21:15. Veio o segundo turno e a dança de horários continuou. A partir daí nunca mais se fixou em um horário. No final foi para às 22:00 horas, horário que eu sempre defendi. Mas Cidadão Brasileiro já estava terminando: apenas 26 capítulos foram exibidos neste horário. Ficou claro que a dança dos horários, desnorteou os telespectadores que tiveram de perseguir a novela, sem a divulgação adequada para tantas alterações. Houve uma coisa muito positiva: ninguém interferiu na minha criação.

O tema de Poder Paralelo nasceu de uma leitura de um livro do Sílvio Lancellotti, há quase 20 anos atrás. O livro “Honra ou Vendetta” (L&PM) trazia um dado interessante: a relação entre a máfia Siciliana e o Brasil, mais especificamente São Paulo. Achei que o romance daria uma minissérie. Eu era contratado da TV Globo e apresentei o projeto. Como não houve interesse nem em comprar os direitos do livro, fiquei com o tema na memória. No ano de 2008 apresentei o projeto à TV Record para uma telenovela, alertando que seria necessário fazer uma ampliação, pois o livro tinha apenas cinco personagens femininas e desviava-se em muitos momentos da linha ficcional para descrever personagens históricos das organizações criminosas. Além disso, a ação se passava na década de 80 e eu pretendia fazer uma novela atual. Estudei, então, a fusão da linha central básica do livro, com uma história de minha autoria que complementava o livro, com muitas ações novas, várias personagens femininas, atendendo à extensão de uma telenovela. Pesquisei bastante, li muitos sites e livros sobre a ação da Máfia italiana e suas ligações com o Brasil. Eu precisava fugir aos estereótipos do gênero e trazer a máfia para a atualidade.  Descobri que hoje, ao contrário dos tempos passados, a máfia tem grande participação no narcotráfico e ligações com os poderosos financistas e o poder público.  São organizações criminosas, bem estruturadas, transnacionais. Um livro me iluminou os caminhos da atualidade: Na Linha de Frente de Wálter Fanganiello Maierovitch (Ed. Michael). Devo citar também livros como: McMafia de Misha Glenny (Companhia das Letras) e Gomorra de Roberto Saviano (Bertrand Brasil), polêmico e que gerou uma terrível ameaça da Camorra ao autor. O filme, embora premiado em Cannes não me agrada. Escrever novelas como Escalada, O Casarão, Espelho Mágico, O Salvador da Pátria, Chiquinha Gonzaga ou Cidadão Brasileiro foi um passeio lírico e prazeroso. Escrever Poder Paralelo, ao contrário, foi uma caminhada difícil, sofrida, que me obrigou a entrar sempre em contato com o que há de mais sujo e triste na nossa realidade social. Estava na hora de enfrentar esse espinho, buscar entender e discutir com o público a estrutura que está corrompendo o nosso país. A novela cumpriu seu objetivo plenamente.

 

Jéfferson Balbino: Os atores: Gabriel Braga Nunes e Petrônio Gontijo que trabalharam com você na novela “Poder Paralelo” não renovaram seus contratos com a Record e optaram por voltar pra Globo. Qual sua opinião sobre a atitude deles?

Lauro César Muniz: Ao Gabriel foram oferecidas todas as oportunidades para permanecer na TV Record, mas ele, por uma questão de projeto pessoal, preferiu ser um ator contratado por obra certa. Agora ele vai fazer AS CARIOCAS, na TV Globo, sem vínculo permanente com a emissora e espero voltar a trabalhar com ele em minha próxima novela, em 2011... Quanto ao Petrônio, um grande ator, só tenho a lamentar.

 

Jéfferson Balbino: E quando teremos o privilegio de assistir mais uma trama sua na tela da Record?

Lauro César Muniz: Devo estrear uma novela em 2011, segundo semestre, depois da novela da Christiane Fridman. Estou buscando um tema que seja fascinante para o próximo ano... Tenho alguns plots pensados.

 

Jéfferson Balbino: Como é sua relação com os outros autores de novelas que temos aqui no Brasil?

Lauro César Muniz: Eu me dou muito bem com todos os autores de novelas do país. Sua pergunta tem a malícia do bom repórter: refere-se ao meu conflito com o Tiago Santiago que, como assessor de dramaturgia da TV Record criou obstáculos aos meus projetos de novela: uma supervisão de uma novela de Dora Castellar e minha sinopse de Poder Paralelo. Alegava ele que uma novela deveria ter obrigatoriamente ingredientes que ele não encontrava em minhas propostas: claro antagonismo do bem contra o mal. O personagem Tony Castellamare de PODER PARALELO sintetiza essa contradição: transita ao mesmo tempo entre o bem e o mal, oscila entre o herói e o bandido. 

 

Jéfferson Balbino: Pra finalizarmos, nossa tradicional pergunta: Qual foi a melhor novela que você assistiu?

 

Lauro César Muniz: Beto Rockfeller, de Bráulio Pedroso.

 

Jéfferson Balbino: Lauro, muito obrigado por ter participado dessa entrevista. Pra mim foi um prazer imenso ter tido a chance de te entrevistar, afinal você é um dos melhores escritores do Brasil, e tem uma imensa contribuição na teledramaturgia brasileira, você é referencia pra todos que almejam seguir essa fascinante carreira. Obrigado e muito sucesso em sua carreira. Grande Abraço!

Lauro César Muniz: Abraços Jéfferson.

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Escrito por Jéfferson Balbino às 17h04 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Entrevista Especial – NO MUNDO DOS FAMOSOS

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Dia 28 de Agosto

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Munir Chatack/Record

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A nossa próxima “Entrevista Especial” é com a atriz da novela “Ribeirão do Tempo”, STELLA FREITAS. É no próximo sábado aqui NO MUNDO DOS FAMOSOS. 

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OUTRAS ENTREVISTAS

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Pra você que perdeu as outras entrevistas realizadas por mim aqui NO MUNDO DOS FAMOSOS, aí vai o link de cada uma pra você poder ler, ou reler novamente. Clique em cima do nome do entrevistado para ler a Entrevista Especial realizada.

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1 - NILSON XAVIER (escritor)

2 - MARGARETH BOURY (autora de novelas)

3 - REYNALDO BOURY (diretor de TV)

4 - BABI XAVIER (atriz/apresentadora)

5 - NÉLIO JÚNIOR (jornalista/repórter de TV)

6 - MARCÍLIO MORAES (autor de novelas)

7 - RICARDO LINHARES (autor de novelas)

8 - ANA MARIA MORETZSOHN (autora de novelas)

9 - DUCA RACHID (autora de novelas)

10 - ADA CHASELIOV (atriz)

11 - MAYRA DIAS GOMES (escritora)

12 - THELMA GUEDES (autora de novelas)

13 – ANDRÉ REBELLO (ator)

14 – KADU MOLITERNO (ator)

15 - MAURICIO MACHADO (ator)

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Escrito por Jéfferson Balbino às 16h42 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Emoção nas Novelas: A História de Ana Raio e Zé Trovão

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Emoção nas Novelas: A História de Ana Raio e Zé Trovão

 

No capítulo de hoje...

A princípio, Ubiratan não aceita a proposta de Dolores, mas vai embora pensando que ela pode ajudá-lo a forçar Ana a fazer parte de sua companhia de rodeio.
A velha Biga foge do hospital. Albinha se decepciona quando Andorinha diz que pretende continuar sendo peão. Bobi tenta descobrir quem é a mulher misteriosa por quem Armando está apaixonado. Ana e Gorda decidem não comentar com Zé Trovão a possibilidade de sua mãe estar viva, mas Gorda diz que pretende investigar a fundo essa história. Bobi fotografa a velha Biga e quase enlouquece ao ver que o rosto que aparece na foto é de outra mulher. A andarilha garante que  é Verônica, a mãe de Zé Trovão. Maria Lua se apavora quando Ubiratan diz que se ela continuar descontrolada será internada em uma clínica psiquiátrica. Ana aceita montar uma companhia com Zé Trovão e se declara para o peão. Os dois se beijam apaixonadamente, trocam juras de amor e passam a noite juntos. Na manhã seguinte, João vê os dois chegarem juntos e não consegue controlar o ciúme.

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Escrito por Jéfferson Balbino às 15h52 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Boletim da TV

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Boletim da TV

 

Nota DEZ

 

Para a última edição do programa “Domingo Legal” que trouxe como destaque a atriz e cantora mexicana Dulce Maria. Foi muito interessante ver essa grande estrela mexicana aqui no Brasil.

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Nota ZERO

 

Pro Horário Político que desde terça-feira oportuna nossa programação. É muito entediante ver as promessas furadas dos atuais candidatos, sem contar o atraso na programação que o horário eleitoral propicia, a novela “Passione” termina as 22:40 horas. Como muitos falam, horário político é programa de motel. Resumindo: É muito chato!

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Escrito por Jéfferson Balbino às 15h37 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Espaço Aberto: Solange Castro Neves ministrará curso de roteiro

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.Espaço Aberto: Solange Castro Neves ministrará curso de roteiro

 

 

Surgiu uma ótima oportunidade pra quem pretende seguir a carreira de escritor de novelas, um curso de roteiro com a experiente novelista Solange Castro Neves que escreveu diversos títulos de sucesso na teledramaturgia brasileira. O curso vai abranger criação e técnicas de roteiro e terá inicio agora em Setembro. Por falar na Solange, no dia 04/09/2010 teremos uma “Entrevista Especial” com a autora que estará nos contando sobre seus trabalhos de sucesso na televisão e sobre a parceira que ela teve com a inesquecível Ivani Ribeiro.

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Escrito por Jéfferson Balbino às 15h03 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Recomendo: O DVD da novela “Roque Santeiro”

Box Roque Santeiro - 16 DVDs

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Recomendo: O DVD da novela “Roque Santeiro”

 

Já está a venda o Box de DVD da inesquecível novela “Roque Santeiro” (Rede Globo/1985).

 

Sinopse da História

 

Asa Branca, cidade fictícia no interior do Brasil, virou a capital de todos os corações do país. Lá, 17 anos atrás, o coroinha conhecido como Roque Santeiro por sua habilidade em modelar santos, morreu ao defender a cidade do bandido Navalhada. Santificado pelo povo, tornou-se um mito e fez prosperar a cidade ao redor da sua lenda. Só que Roque não está morto, e a sua volta ameaça os poderosos da cidade. Venha reviver a Viúva Porcina, com seu jeito extravagante, o Sinhozinho Malta, com seu bordão: “Tô certo ou tô errado?”. E outros personagens que se tornaram ícones da teledramaturgia brasileira como o Padre Hipólito, Zé das Medalhas e até mesmo o Lobisomem. Roque Santeiro é a primeira novela da TV Globo lançada em DVD. Compacto da obra original em box com 16 discos. Uma obra-prima da televisão que alcançou audiências históricas. Sucesso no Brasil. Sucesso em várias línguas e países. Sucesso agora na sua casa.

 

Ficha Técnica

 

Box Roque Santeiro - 16 DVDs

Uma novela de Dias Gomes, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, com Regina Duarte, Lima Duarte, José Wilker e grande elenco. Direção de Paulo Ubiratan, Marcos Paulo, Gonzaga Blota e Jayme Monjardim.

 

Dados de Autoração: 16 Discos/ DVD-9 (Camada Dupla)/ Ano de Produção: 1985/ Formato de Tela: 4:3/ Áudio: Português 2.0/ Legenda: Não há/ Duração: 51:10/ Região do DVD: Multi-Região / Extras: Não

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Escrito por Jéfferson Balbino às 14h42 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Vida de Artista: A separação polêmica de Dado Dolabella

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Vida de Artista: A separação polêmica de Dado Dolabella

 

 

Mais uma vez o ator Dado Dolabella é envolvido em uma polêmica separação. O ator e cantor está separado da sua esposa a publicitária Viviane Sarahyba, com quem tem um filho. Viviane entrou na justiça contra Dado, alegando que sofreu várias agressões físicas por parte do marido. A juíza Maria Cristina Brito Lima determinou que Dado deixasse a casa que foi recém comprada em Itanhangá. A mãe do ator, Pepita Rodrigues, ficou surpresa com o acontecimento, ela alegou a imprensa que o casal está bem e que ainda não esteve pessoalmente com Dado. Viviane não irá processar Dado contra a agressão, ela quer somente entrar em acordo com o ator sobre a guarda do filho Joaquim Valentim e discutir os termos de pensão e patrimônio.

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Escrito por Jéfferson Balbino às 14h17 [ ] [ envie esta mensagem ] []