Meu perfil




BRASIL, Sul, JACAREZINHO, Homem, de 15 a 19 anos, Informática e Internet, Música, TV e Novelas

Entrevista Especial com MAURICIO MACHADO – Parte 1

.

Hoje a minha “Entrevista Especial” é com um jovem e talentoso ator que desde criança já queria seguir a carreira artística. Ele também é formado em jornalismo, inclusive com a ajuda da apresentadora Fernanda Young que fazia seus trabalhos de faculdade. Já protagonizou diversos espetáculos teatrais, interpretou alguns personagens inesquecíveis na televisão como o Pink da novela “Cama de Gato” e atualmente está em cartaz com a peça “As Traças da Paixão” onde divide o palco com a conceituada atriz Lucélia Santos. É com grande prazer que entrevisto agora o ator Mauricio Machado.

 

Jéfferson Balbino: Quando e como aconteceu sua estréia como ator?

Mauricio Machado: Há quase 23 anos atrás, no Rio de Janeiro. Desde meus 12/13 anos tinha pura convicção de queria seguir a carreira de ator. Minha primeira lembrança de tomar alguma iniciativa nesse sentido foi aos 10 anos quando ouvi na rádio globo a chamada para o teste para escolher o ‘pedrinho’, do ‘Sítio do Picapau-Amarelo’, pedi a minha mãe e ela disse que não me levaria; de lá até os 12 anos tentei ser sempre o escolhido na escola, nas encenações da igreja (fui coroinha, porque no fundo acho que pensava estar no palco ... ha ha), mas como era muito tímido nunca era o escolhido. Sofria com isso. Aos 12 pedi ao meu pai para fazer o Tablado (era o único curso de teatro que ouvia falar), meu pai se negou, disse que não queria isso para mim etc e tal. 1 Semana depois o destino deu uma forcinha e ingressei no teatro amador da escola (tive que falsificar as autorizações deles, e os fui enrolando por quase 1 ano), depois ingressei em mais 2 ou 3 grupos amadores, e aos 15 fiz minha estreia profissional, através de um teste que vi num jornal de classificados do Rio, a partir daí não parei mais, e já depois de profissional investi pesado nos estudos (fiz cursos complementares de interpretação, workshops, aulas de canto (aliás até hoje !), jazz, sapateado, cursei a escola de balé do teatro municipal do Rio, a escola nacional de circo (acrobacia, trapézio, corda, perna de pau e clown),curso de produção para teatro/cinema e TV, interpretação p/ cinema com a Tizuka Yamasaki  ... ufa ! As dificuldades foram grandes porque conhecia pouquíssimas pessoas do meio, nasci na zona norte do Rio, então também não tinha a trupe de nenhum lugar para me socializar no meio, filhos de imigrantes, e matando muitos leões sempre. Aliás este capítulo ainda não é tão diferente, embora há algum tempinho venha colhendo alguns bons louros ... também pudera né ? ... (risos)

 

Jéfferson Balbino: Na novela Alma Gêmea (2006), você teve seu primeiro papel de destaque em novelas, interpretando o atrapalhado cozinheiro Baltazar. Como foi essa sua experiência em novela? Foi muito diferente da experiência no teatro?

Mauricio Machado: Sim. Foi indescritível! Primeiro porque foi uma estreia aguardada, foram 18 anos a espera de uma oportunidade, e antes disso tinha feito uma discretíssima participação em ‘Deus nos Acuda’ que nem conto... Que na época só me instigou mais ainda a fazer. Tentei, batalhei, fiz minha parte, não entendia porque não rolava... Até que desencanei durante muito tempo e fui tocando a vida sem buscar a TV, construindo minha estória principalmente no teatro, onde tive muitas felicidades, prêmios, boas críticas etc. Até que o Walcyr Carrasco, com quem fiz a convite dele uma peça sua em 1989 (ele ainda nem escrevia para TV nessa peça) no TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) e outra em 2004, me deu esse grande presente que foi o Baltazar, o personagem entrou praticamente no final da novela, mas marcou muito. Era maluquetes, divertido, doidinho, até hoje comentam dele comigo na rua, acredita?... Fora isso a novela era maravilhosa, muito bem escrita, envolvente, extraordinários trabalhos de outros colegas, tive a sorte de estrear num enorme sucesso, e destaco ainda a generosidade e química que eu e Rita Guedes tivemos. Ela foi espetacular comigo, e compreendeu sem que nunca precisássemos combinar nada, que ela tinha que fazer uma boa escada prá mim, que detinha as piadas da cena. Uma atriz inteligente e generosa. Sou gratíssimo ao Walcyr pela oportunidade e o personagem e a novela foram sim um divisor na minha carreira. E respondendo a questão sobre a diferença em relação ao teatro; sim é diferente, mas é isso o mais atraente, porque tive fazendo a nítida certeza de que a TV é muito mais do que a projeção que dá ao ator, nos torna muito mais ‘prontos’ e afiados com o ofício, já que o ritmo é frenético e altamente profissional. Requer rapidez de raciocínio, estado de alerta, concentração e tudo isso misturado permite com que o ator esteja com as turbinas totalmente ligadas! Um complementa o outro, e indubitavelmente a experiência e a reciclagem que o teatro nos dá, são fundamentais também para a TV.

 

Jéfferson Balbino: Você está em cartaz com a peça “As Traças da Paixão”. Como é contracenar com uma das melhores atrizes do Brasil, Lucélia Santos?

Mauricio Machado: Chegamos a fazer a mesma novela juntos (‘Cidadão Brasileiro’, na Record), mas como éramos de núcleos totalmente diferentes não chegamos a contracenar e quase nunca nos encontrávamos, o encontro se deu na peça e Lucélia foi uma benção, um presente na minha vida (que só posso agradecer mesmo a Deus por ser merecedor). Além do seu talento mais do que conhecido; particularmente acho que seu desempenho neste espetáculo é estupendo, visceral, corajoso, despudorado, totalmente entregue a seu ofício e aos palcos, como só se pode esperar de uma grande atriz como ela. Aliás, ela é bem mais do que uma atriz, Lucélia é uma ARTISTA. Talentosa, correta, profissional, respeitosa e joga junto... somando! Posso afirmar que até hoje foi à melhor parceria que já tive nos palcos, temos cumplicidade cênica e confiança um no outro, portanto queremos muito depois que concluirmos ‘As Traças da Paixão’, continuarmos nossa parceria, o difícil será acharmos um texto tão genial e que nos permita alçar o vôo que esse de Alcides Nogueira nos permite. É um presente, como esses que atores de teatro perseguem a vida toda em busca de desafios. Fora isso para além de nossa parceria artística ainda ganhei de ‘quebra’, uma presente amiga fiel e amorosa. Só lamento que todos não tenham chance de conhecer esta pessoa incrível que ela é.

 

Jéfferson Balbino: Mauricio, você foi protagonista da peça “Cyrano”, o que lhe rendeu a indicação ao Prêmio Zilka Salaberry de Melhor Ator em 2008. Como foi pra você fazer parte desse espetáculo?

Mauricio Machado: Fiz muitos protagonistas no teatro, dezenas deles, e esse teve um sabor especial e de muitas particularidades. Antônio Fagundes encenou na década de 80 e muitos anos depois eu, num personagem sem dúvida dos melhores de toda a dramaturgia universal, e numa montagem que trazia uma linguagem para toda a família, em uma linda adaptação da Denise Crispun, e com a direção de Karen Acioly, que é uma craque com quem a muito almejava trabalhar; fora isso o espetáculo teve a participação da Bibi Ferreira dando consultoria, e ouvi coisas tão lindas dela (imagina?), do público, da crítica; tinha colegas incríveis que tanto admiro no elenco e o espetáculo era lindo, divertido, delicado de altíssimo nível. O personagem me deu muito trabalho ... As lutas, etc. Mas me dava um enorme orgulho em fazer!

 

Jéfferson Balbino: Você chegou a fazer uma participação na novela Deus nos Acuda (1992). Conta pra gente um pouco desse trabalho?

Mauricio Machado: Isso foi há muito tempo em 92, depois de muito buscar oportunidades na TV, tive essa discreta chance, um capítulo apenas, aparição meteórica (risos) e foi o suficiente para achar mágico, entender um pouco melhor a engrenagem e ver grandes atores em exercício. Depois em SP, fiz parte do ‘Telecurso 2000’,onde gravei alguns episódios, ‘Palavra Viva’ no SBT e o programa de estreia do Luciano Huck, na CNT, onde fazia vários quadros de humor.

 

Jéfferson Balbino: Como surgiu o convite pra você participar da novela “Cidadão Brasileiro” (2006). E o que você destacaria desse seu trabalho na Rede Record?

Mauricio Machado: Recebi muitos elogios a meu desempenho em ‘Alma Gêmea’, o público na rua me cobrava uma volta imediata à TV, como se isso dependesse de mim. Já com alguns anos de carreira, fiquei tranqüilo e aguardei por 6 meses um novo convite; como não ocorreu, liguei eu mesmo para a Record, e assinei contrato no mesmo dia. O personagem foi outro presente, porque era o oposto ao cômico Baltazar, entrei também com a novela começada, e foram quase 60 capítulos de minha participação na trama, era um ferrenho militante e guerrilheiro político e pai de um menino de 1 ano, texto primoroso do Lauro César Muniz, personagem denso, cheio de conflitos, eram cenas fortes, dramáticas e incríveis também, morri torturado e o personagem retratava bem este momento tão negro de nossa estória. Fui muito bem recebido pela emissora, e a equipe também era coesa e unida, e tinha um espírito de força de interesse de todos que tudo aquilo desse certo.

.

.

(Pink da novela “Cama de Gato”)

.

.

(Gulliver, da obra de Jonathan Swift)

.

Escrito por Jéfferson Balbino às 19h02 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Entrevista Especial com MAURICIO MACHADO – Parte 2

.

Jéfferson Balbino: Você é formado em jornalismo. Sua graduação chegou a contribuir em sua carreira de ator?

Mauricio Machado: Quando estudei jornalismo já era ator, e foi um momento em que quase enlouqueci... Investia totalmente nos estudos, na formação, estudava Circo, com carga horária normal de escola de segunda a sexta, pegava na faculdade à tarde, ia para o sapateado, canto, aulas de jazz, o curso de produção e ainda corria atrás de trabalhos, fazia os testes para publicidade e estava em cartaz num espetáculo dirigido pelo Gilberto Gawronski, com o Ricardo Blat, que ficava impressionado com isso tudo... Sempre curti muito o jornalismo, a coisa investigativa, a questão da cultura geral que é fundamental para a formação de qualquer artista. Não era meu objetivo seguir carreira, foi quase atender um pedido materno do velho ‘para você se garantir’, e tinha certeza que acumular conhecimento só poderia agregar minha formação como ator, e portanto foi ótimo poder estudar matérias como Cultura Popular Brasileira, filosofia, sociologia entre outras. Mas no meio dessa loucura que era minha vida, correndo para lá e para cá... Fernanda Young, minha colega de turma e com quem mais tinha afinidades fazia questão de fazer meus trabalhos... (risos)

 

Jéfferson Balbino: Qual personagem entre os que você interpretou, foi mais marcante em sua carreira?

Mauricio Machado: Acho, que os personagens são para nós atores como filhos e o amor que se tem por cada criação, nos impede de eleger um... Os que mais me excitam são sempre os mais complicados de fazer, e claro os que nos trazem felicidades também. O Exercício dos sete e três personagens masculinos respectivamente de ‘As Filhas da Mãe’ e ‘Agora ou Nunca’ foi gostoso, o Quasímodo (de ‘O Corcunda de Notre Dame’), o Fantasma Dom Eurico’ (‘O Mistério do Fantasma Apavorado’), o Baltazar de ‘Alma Gêmea’, o Cyrano de Bergerac (‘Cyrano’), o Henrique (‘Cidadão Brasileiro’), o Paco (de ‘As Traça da Paixão’), o Pink de ‘Cama de Gato’. E agora tenho certeza que será o próximo.

 

 

Jéfferson Balbino: Muitos atores de teatro consideram que viver de arte no Brasil trabalhando apenas em teatro é muito difícil. Que opinião você tem sobre o assunto?

Mauricio Machado: Talvez teatro somente não seja possível, ou até é; mas para poucos atores; e para aqueles espetáculos escolhidos pelo público. Mas as sessões nas últimas duas décadas se reduziram de cinco para três (cheguei ainda a pegar essa época onde teatro era apresentado de quarta a domingo); houve um tempo em que era de terça a domingo, e agora quando muito são três sessões. Mas as possibilidades do ofício do ator não se limitam ao teatro e a TV. Temos ainda como frente de trabalho: o cinema, a publicidade, vídeos institucionais, teatro empresarial, performance em eventos corporativos, dublagem, enfim. Sempre pensei que se o objetivo e o princípio é um só, que é atuar, se um caminho não é possível tem-se outros. Por anos fui muito cobrado (pela família inicialmente, depois pelos colegas, depois pelo próprio público), do porque não estava na TV, mas me sentia construindo meu caminho, me fortalecendo e sobrevivendo ora do teatro, ora de outro veículo, mas sempre através do meu ofício.

 

Jéfferson Balbino: Nesse ano você fez uma participação especial na novela “Cama de Gato” (Rede Globo). Como foi interpretar o divertido personagem Pink?

Mauricio Machado: Foi inesperado, uma surpresa e um grande presente. O que mais me deixou feliz foi o convite em si, depois curti a idéia do personagem, o fato dele ter um contexto, uma historinha própria, era delicioso, me divertia fazendo, era de um humor leve, ingênuo, e reencontrei colegas que não via há tempos, outros que adorei conhecer, tive mais uma vez a sorte de entrar em outro sucesso! (Acho que sou pé quente, rapaz...), e outra sorte de estar na ocasião duplamente no ar, já que estava na reprise de ‘Alma Gêmea’, fui muito bem acolhido pelos meus colegas de elenco, a Lolô (Heloísa Périssé) que era minha parceira era uma delícia, generosa, gentil, torcia e se divertia junto... Uma coisa! O clima dos bastidores da novela igualmente harmonioso e toda a equipe 100% ali. Depois compreendi que tudo isso vinha muito em partes por conta de Thelma Guedes & Duca Rachid, que davam o tom, por serem criaturas humanas, sensíveis e tão incríveis autoras, mulheres generosas; sabe aquelas pessoas que você bate o olho e vê que são do bem? Anotem, serão responsáveis ainda por muitos outros sucessos em suas carreiras. Não à toa, a festa de confraternização de elenco e equipe no último capítulo foi um chororô danado.

 

 

Jéfferson Balbino: Como foi dividir o palco com o veterano ator Claudio Cavalcanti na peça “Em Nome do Pai” (1998)?

Mauricio Machado: Foi uma vitória para mim conseguir ter feito esse trabalho. Me apaixonei pelo bonito e forte texto de Alcione Araújo, um grande e desafiador trabalho para os dois intérpretes, um espetáculo comovente sobre o relacionamento pai e filho. Lembro com carinho desse espetáculo e da generosidade do Claudio. A elegante e emocionante montagem do Marcio Aurélio (que vontade de voltar a trabalhar com ele!)

 

 

Jéfferson Balbino: E como foi trabalhar com a saudosa atriz Mara Manzan, na peça “A Soma de Nós”?

Mauricio Machado: Minha estória com a Mara vai muito, mas muito além dessa peça. Pouca gente sabe, mas Mara foi minha segunda mãe. E boa parte ao que sou e construí até agora, devo a ela. Foi ela quem me apresentou SP, algumas possibilidades e oportunidades, e em SP construí minha carreira, meu nome e o respeito que fui sempre buscando. Com ela tenho lembranças inesquecíveis, ela me levou para conhecer um mercado que nem sabia direito que existia, o de performances em eventos, e ali me sustentava e vivia tantos personagens diferentes no mesmo dia... Era um príncipe ou um super-herói numa festa infantil e a noite numa outra performance díspare em alguma festa de lançamento de produto ou convenção de alguma empresa, ou como Mestre de Cerimônias em algum importante stand ou no ginásio do ibirapuera para 14 mil pessoas, era tão rico isso para mim ... os desafios, e as improvisações que as performances exigiam. Mara em alguns momentos de dureza de minha vida, sempre se sentiu responsável por mim em SP, e o era ! E moramos juntos algumas vezes onde ora me ajudou e ora eu a pude ajudar. Foi presente em toda a minha vida, apesar de termos trabalhado em mais de uma centena de eventos, demoramos muito para nos encontrarmos no teatro, e quando atuamos na peça, sabia através de sua filha da gravidade de seu estado, que nem ela e nem a mídia sabiam. Segurei ali uma onda enorme, e foi como um presente para ela, o que a deixava em pé era a peça, depois o convite da Gloria Perez para a novela, mas me emocionava em ver aquela guerreira que sempre foi lutando e sonhando como uma menina até o último momento.  E no fundo sabia que aquele seria a sua despedida dos palcos e da vida; mas jamais de minha lembrança, gratidão e amor eterno por ela.

 

Jéfferson Balbino: Em 2011, você vai estrear seu primeiro monólogo: “Solidão, a Comédia”, no qual você irá interpretar 5 personagens diferentes. Deve ser um grande desafio um monologo como esse, conta pra gente como você está se preparando?

Mauricio Machado: Tive a oportunidade de ver a primeira montagem desse texto feito pelo próprio autor, Vicente Pereira, que foi um dos ‘papas’ criadores do gênero besteirol, a montagem tinha direção do Jorginho Fernando. Isso em 1990. Nunca me esqueci daquela montagem e do humor cítrico, apurado, escancarado e inteligente do texto, os personagens tão bem desenhados. Depois em 93, o genial Diogo Vilela remontou, e eu tive a ideia de montar; sinceramente queria muito, mas fiquei felizmente surpreso com a aquisição dos direitos autorais, com o diretor que me conduzirá nessa empreitada, o Pedro Vasconcelos, que queria tanto que fosse ele, e o teatro que escolhi e tem tudo haver com a peça, a montagem e foi o grande celeiro do movimento besteirol no Rio, o Teatro Cândido Mendes, aguardem... estreia dia 06 de Janeiro. Vou mergulhar na essência e criação desses insanos, divertidos e humanas criações do Vicente. Frio na espinha e coração feliz e aquecido!

 

Jéfferson Balbino: Já aconteceu de você esquecer o texto durante a exibição de uma peça?

Mauricio Machado: Já claro. Essa é a grande paranóia de todo o ator. Já sonhei tanto com isso em minhas noites de descanso... E em cena dá um pavor danado! Às vezes é uma fração de segundos, o público claro nem percebe; afinal não conhecem o desenrolar do que estão vendo, mas dá a impressão que foi sempre uma eternidade. Na hora é pânico total, depois é motivo de graça, escárnio dos colegas, no restaurante mais próximo depois da sessão...

.

.

.

Escrito por Jéfferson Balbino às 18h52 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Entrevista Especial com MAURICIO MACHADO - Parte 3

.

Jéfferson Balbino: Em sua opinião, qual é a importância do teatro na cultura do nosso País?

Mauricio Machado: Um país sem cultura, sem educação é um país sem identidade própria, mergulhado na ignorância, na intolerância, na falta de humanidade, compaixão, senso crítico, amor... enfim! Como seria possível viver sem sonhar? E é mais do que provado que os países que investiram nesse pilar deram seus saltos para uma sociedade mais harmoniosa, civilizada e uma sociedade mais justa economicamente.

 

Jéfferson Balbino: Já tem algum projeto de você retornar as novelas?

Mauricio Machado: Tenho vontade, desejo, projeto nenhum. Atores rarissimamente são donos de seus destinos na TV. Somos partes integrantes de uma grande indústria forte, organizada, de muito talento e de muita gente da melhor qualidade artística e técnica; mas não depende de mim, não tenho o controle. Mas, é o caminho e a ordem natural das coisas, não tenho dúvidas que será em breve. Vamos juntos torcer!

 

 

Jéfferson Balbino: Você também fez dois curtas-metragens: “O Homem que não era Francês” (2004) e “A Viúva da Rua Síria” (2005). Que avaliação você faz dessa sua experiência no Cinema?

Mauricio Machado: Cinema é uma outra paixão. Um outro lugar, um outro registro bem diferentes do teatro e da TV até, a interpretação está bem associada com diversas questões técnicas muito presentes o tempo todo, para as quais se precisa estar muito atento. E sou absolutamente cinéfilo de carteirinha... Espero muito poder fazer vários filmes ao longo da minha carreira.

 

Jéfferson Balbino: Você participou do episodio “O Cigarra” do seriado Família Brasil, da extinta TV Manchete, que era um seriado que retratava as noticias do dia, tanto que era produzido no mesmo dia da exibição. Como foi participar desse seriado inovador na teledramaturgia brasileira? Você acha que a dramaturgia da Manchete foi tão marcante por sempre buscar inovação?

Mauricio Machado: Tinha um elenco fixo de 5 ou 6 atores, e fiz uma importante participação num dos episódios, fiz um surfista foi divertido ! A Nívea Stelmann que foi meu par romântico em ‘Cyrano’ fazia, e ali foi seu início também na TV também. Este foi sim o primeiro trabalho que fiz na TV de relevância. Foi à última produção de dramaturgia da emissora; e claro que a Manchete foi marcante, suas obras são até hoje sucesso e referências.

 

Jéfferson Balbino: Mauricio tem algum ator, atriz, autor ou diretor que você sonha em trabalhar?

Mauricio Machado: Se tem? Poxa, tem uma infinidade deles... O Brasil é um celeiro de talentos e profissionais genuínos no cenário artístico, lamento tanto não ter podido trabalhar com alguns que já não estão mais entre nós. E tem uma listinha bem boa que vibro e sonho para poder trabalhar: Marília Pêra, Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg, Tarcísio Meira, Marieta Severo, Andréa Beltrão, Cleyde Yáconis, Ary Fontoura, Beth Goulart, Tarcísio Meira, José Dumont, Cláudia Abreu, Chico Anysio, Miguel Falabella, Stênio Garcia, Irene Ravache, Edwin Luisi, Tony Ramos, Julia Lemmertz, Emiliano Queiroz, Marco Nanini, Zezé Polessa, Antônio Fagundes, Renata Sorrah, Milton Gonçalves, Juliana Carneiro da Cunha, Otávio Augusto, Cristina Pereira, Diogo Vilela, Louise Cardoso, Matheus Nachtergaele, Gloria Pires... E a lista continuaria. Dos diretores minha listinha top tá a postos esperando o momento chegar... Tem o Aderbal Freire-Filho, Daniel Filho, Guel Arraes, Fernando Meirelles, Jorge Furtado, Heitor Dhalia, Denise Saraceni, Enrique Diaz, Mauro Mendonça, Wolf Maya (estes dois excelentes tanto na TV quanto no teatro) João Fonseca (com quem trabalhei em1990, num espetáculo dirigido pelo Gabriel Villela, em que ele estava no elenco. Agora falta ser dirigido por ele), João Falcão, Filipe Hirsh; enfim muita gente.

Fora meus ex-diretores e colegas com quem desejo voltar a trabalhar, e a lista também é grande!

 

Jéfferson Balbino: Que dica você deixa pra quem almeja seguir a carreira artística?

Mauricio Machado: Não basta apenas o talento e a sorte, que são até num primeiro momento fundamentais para o sucesso de uma carreira, mas sem o ingrediente principal para mim que é a vocação não se constrói nada a longo prazo, e não se sobrevive na profissão; até porque as adversidades são inúmeras. E quando se tem se sabe exatamente os caminhos a serem percorridos, caminha-se com determinação, afinco e paixão.

 

Jéfferson Balbino: Como você consegue conciliar seu trabalho na sua produtora (Manhas & Manias de Eventos) com seu trabalho como ator?

Mauricio Machado: Durante anos, sacrifiquei muito, mas muito mesmo minha carreira e a prospecção de novos trabalhos, mas tive que consolidar a empresa e permitir até mesmo que ela hoje caminhe por si só, tenha seu espaço no mercado de eventos e na produção cultural de espetáculos de pequeno, médio e grande porte. Tenho um sócio e uma equipe que colaboram hoje integralmente para os momentos em que estou fora ensaiando, excursionando ou gravando. Foi um sonho que projetei, ralei e de fato consegui! Ela hoje me propicia aquilo que sempre desejei que é ser dono do meu próprio destino como artista, fazer minha escolhas. Muita gente legal que hoje figura no cenário artístico do país trabalharam na empresa que já tem 16 anos de existência em momentos de suas carreiras seja em eventos (Rodrigo Lombardi, Marco Luque, Sandra Corveloni etc.), seja nas produções teatrais sempre com grandes nomes importantes e de relevância artística inquestionável.

 

Jéfferson Balbino: Como é o Mauricio Machado telespectador? O que você assiste atualmente na nossa televisão?

Mauricio Machado: Adoro ver TV! E gosto bastante de assistir programas jornalísticos, estou sempre conectado na Globonews, documentários, programas de entrevistas também curto bastante, adoro o ‘Globo Repórter’, ‘Profissão Repórter’; e sou fã absoluto de ‘A Grande Família’, tudo ali é um acerto, o elenco então nem se fala, e impressiona o roteiro tão criativo e impecável ao longo desse anos todos; fora a direção e arte que são incríveis. E também assisto ‘SOS Emergência’ e agora no Canal Viva é tão bom rever ‘A Muralha’ e ‘A comédia da vida privada’.

 

Jéfferson Balbino: Pra finalizar: Qual é a melhor novela que você já assistiu?

Mauricio Machado: Nossa teledramaturgia é tão rica, tão cheia de grandes talentos e profissionais técnicos tão competentes; que não à toa, somos uma potência nesse campo; por isso tão difícil destacar só uma. Mas inesquecíveis para mim foram: ‘Meu pé de Laranja Lima’ (que marcou minha infância), ‘Roque Santeiro’, ‘Vale Tudo’ e ‘Xica da Silva’.

 

Jéfferson Balbino: Mauricio, muito obrigado por participar dessa entrevista para o NO MUNDO DOS FAMOSOS, te desejo muito sucesso em todos os seus trabalhos. Grande Abraço!

Mauricio Machado: Eu é que agradeço o convite. Foi uma honra. Adorei. E gostaria de convidar a todos que quiserem que conheçam meu site que acabou de entrar no ar (www.mauriciomachadoator.com.br). Forte Abraço para você Jefferson e seus leitores.

.

.

Escrito por Jéfferson Balbino às 18h44 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Entrevista Especial com MAURICIO MACHADO – AGENDA

.



"AS TRAÇAS DA PAIXÃO”

Amor, humor, verdades e mentiras se misturam no jogo cênico da peça. O espetáculo brinca com verdades e mentiras numa tragicomédia de sabor popular que estimula reflexões sobre sentimentos antagônicos que nos acompanham por toda a vida: o amor e o ódio, o companheirismo e a solidão.


De Alcides Nogueira. Direção de Marco Antonio Braz.


Com Lucélia Santos e Maurício Machado.

 

·         19/8, 20h. Sesc Madureira

·         21/8, 20h. Sesc Barra Mansa

·         28/8, 20h. Sesc São Gonçalo

..

...

.

.

Escrito por Jéfferson Balbino às 18h40 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Entrevista Especial

.

Dia 21 de Agosto

 

 

Minha próxima “Entrevista Especial” aqui “No Mundo dos Famosos”, será com um dos melhores autores de novelas do Brasil, o grande LAURO CÉSAR MUNIZ, ele que escreveu novelas memoráveis, que ajudou a consolidar o gênero no Brasil e que ajudou a construir a história da teledramaturgia brasileira. Não perca a próxima Entrevista Especial que te espera aqui NO MUNDO DOS FAMOSOS.

.

OUTRAS ENTREVISTAS

 

 

Pra você que perdeu as outras entrevistas realizadas por mim aqui NO MUNDO DOS FAMOSOS, aí vai o link de cada uma pra você poder ler, ou reler novamente. 

 

1 - NILSON XAVIER (escritor):

 

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2009-03-22_2009-03-28.html

 

 

2 - MARGARETH BOURY (autora de novelas):

 

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2009-08-09_2009-08-15.html

 

 

3 - REYNALDO BOURY (diretor de TV):

 

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2009-08-16_2009-08-22.html

 

 

4 - BABI XAVIER (atriz/apresentadora):

 

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2010-04-11_2010-04-17.html

 

 

5 - NÉLIO JÚNIOR (jornalista/repórter de TV):

 

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2010-04-25_2010-05-01.html

 

 

6 - MARCÍLIO MORAES (autor de novelas):

 

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2010-05-16_2010-05-22.html

 

 

7 - RICARDO LINHARES (autor de novelas):

 

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2010-05-30_2010-06-05.html

 

8 - ANA MARIA MORETZSOHN (autora de novelas):

 

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2010-06-20_2010-06-26.html

 

9 - DUCA RACHID (autora de novelas):

.

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2010-06-27_2010-07-03.html

 

10 - ADA CHASELIOV (atriz):

 

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2010-07-04_2010-07-10.html

 

11 - MAYRA DIAS GOMES (escritora):

 

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2010-07-11_2010-07-17.html

 

12 - THELMA GUEDES (autora de novelas):

 

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2010-07-18_2010-07-24.html

.

13 – ANDRÉ REBELLO (ator):

.

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2010-07-25_2010-07-31.html

.

14 – KADU MOLITERNO (ator)

http://nomundodosfamosos.zip.net/arch2010-08-01_2010-08-07.html

 

.

.

 

Escrito por Jéfferson Balbino às 18h12 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Show de Interpretação: Tâmara Taxman

.

.

 

Show de Interpretação: Tâmara Taxman

 

 

Uma das grandes estrelas da novela “A História de Ana Raio e Zé Trovão” é a atriz Tâmara Taxman que interpreta a antagonista Dolores Estrada. A atriz interpreta de um jeito único e verdadeiro a dona da comitiva de rodeio. A bela e talentosa atriz voltará em breve na nossa telinha na série “Afinal, o que querem as mulheres?” que esta prevista pra estrear nesse semestre na programação da TV Globo. Enquanto a atriz se prepara para o seu novo trabalho, vamos nos deliciando com as peripécias de Dolores Estrada na reprise da novela.

 

.

 

Escrito por Jéfferson Balbino às 17h37 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Espaço Aberto: Criança Esperança

.

Hoje vai ao ar na tela da TV Globo a 25ª edição do tradicional programa “Criança Esperança”, o programa solidário da emissora irá comemorar essa data festiva com muitas polêmicas nos bastidores.

 

Entre as principais polêmicas estão:

 

·         O diretor Wolf Maya não convidou nenhum cantor sertanejo.

·         Wolf havia convidado a cantora Wanessa Camargo, mais depois voltou atrás e desconvidou a mesma.

·         Por falar na Wanessa o pai dela o cantor Zezé di Camargo não gostou de ter sido ‘esquecido’ da atração e fez inúmeras criticas ao programa, na imprensa.

·         A apresentadora Xuxa também criticou o novo formato do programa e recusou o convite para participar.

·         Ivete Sangalo não gostou da idéia de cantar junto com as cantoras Margareth Menezes e Claudia Leitte numa homenagem que a direção do programa vai fazer aos 25 anos do Axé Brasileiro e a ‘rainha’ do Axé, a cantora Daniela Mercury, que também não irá participar do programa devido sua viagem ao exterior.

·         Os apresentadores Angélica e Luciano Huck demonstraram insatisfeitos com o novo formato do programa.

 

Com tantas polêmicas, resta saber se a atração conseguirá agradar os telespectadores  e conseguir seu objetivo específico que é arrecadar dinheiro para continuar mantendo os projetos solidários que ajudam crianças por todo o Brasil.

 

 

Para doar 5,00 reais ligue:

 

·         0500 2010 005

 

Para doar 15,00 reais ligue:

 

·         0500 2010 015

 

Para doar 40,00 reais ligue:

 

·         0500 2010 040

 

Para outros valores acessem:

 

·         www.globo.com/criancaesperanca

 

Ajude mudar a história de milhares de crianças!

 

          

             O “No Mundo dos Famosos” apóia essa campanha!





.

Escrito por Jéfferson Balbino às 17h22 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Boletim da TV

.

.

Boletim da TV

 

Nota DEZ

 

Para o emocionante capítulo da última segunda-feira (09/08) da reprise da novela “A História de Ana Raio e Zé Trovão” foi sensacional ver aquela seqüência de cena que a personagem Maria Lua foge de casa a cavalo e é perseguida, além dessa cena mencionada o capítulo inteiro estava ótimo, e mais uma vez mostra o brilhantismo de uma produção dramatúrgica produzida pela excelente Rede Manchete.

.

 

.

Outra nota dez é a reprise da novela “Por Amor” exibida pelo Canal Viva, durante essa semana assisti alguns capítulos dessa emocionante novela de Manoel Carlos e como foi bom rever essa novela inesquecível, é uma das melhores novelas já produzidas no Brasil. Vale à pena rever!

.

.

.

 

Nota ZERO

 

Para o programa matinal “Mais Você” da Rede Globo. Nem mesmo o carisma da apresentadora Ana Maria Braga consegue segurar o marasmo que é a atração. Com excessão do telejornal “Bom dia Brasil” os demais programas da manhã da TV Globo são  lastimáveis.

 

.

 

Escrito por Jéfferson Balbino às 16h26 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Tela do Entretenimento: Os novos reality’s da TV Brasileira

.

 

Tela do Entretenimento: Os novos reality’s da TV Brasileira

 

Com receio do imenso sucesso que o reality-show “A Fazenda” (Rede Record) provoca, a Rede Globo resolveu produzir mais uma edição do reality “Hipertensão” pra tentar frear a audiência da concorrente. A emissora escalou a apresentadora Glenda Kozlowski pra comandar a nova temporada do programa que deverá estrear no dia 02 de setembro. A atração será exibida nas quintas e nos domingos e contará com 16 participantes que serão submetidos à desafios pra vencer a disputa pelos 500 mil reais. Já o reality da Record terá sua estréia no dia 27 de setembro e promete um prêmio de 2 milhões de reais ao vencedor.

.

Escrito por Jéfferson Balbino às 15h48 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Bastidores da TV: Band adquire novelas da Rede Manchete

.

Bastidores da TV: Band adquire novelas da Rede Manchete

 

Pelo jeito as novelas produzidas pela extinta Rede Manchete continuaram por um bom tempo vagando na programação da TV Brasileira, porém, suas reexibições mudaram de lugar. A Band firmou um contrato com a produtora JPO e adquiriu os direitos sobre as novelas: “Amazônia”, “Carmem”, “Kananga do Japão” e “Helena”. A emissora ainda tem em seu acervo a novela “Tocaia Grande” e “Mandacaru” que já foi reprisada com êxito em 2006. Ao que tudo indica as novelas serão exibidas no horário das 21 horas.

.

Escrito por Jéfferson Balbino às 15h25 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Próxima Estréia: “Sou tua Dona” a nova novela mexicana da CNT

.

Próxima Estréia: “Sou tua Dona” a nova novela mexicana da CNT

 

 

A CNT continua investindo nas tramas mexicanas produzidas pela Televisa. A nova aquisição do canal é a novela “Sou tua Dona” que deverá estrear em Outubro. A novela é protagonizada pelo famoso ator Fernando Colunga. Em 2001 o SBT produziu o remake dessa novela que por aqui recebeu o título de “Amor e Ódio”.

.

 

Escrito por Jéfferson Balbino às 14h38 [ ] [ envie esta mensagem ] []